InícioCotidianoMato Grosso do Sul Inicia Plano para Adaptar SUS às Mudanças Climáticas

Mato Grosso do Sul Inicia Plano para Adaptar SUS às Mudanças Climáticas

O estado de Mato Grosso do Sul iniciou a elaboração do Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima no SUS. A iniciativa, integrada ao programa Adapta-SUS do Ministério da Saúde, busca estruturar diretrizes e ações para preparar o sistema de saúde frente aos impactos dos eventos climáticos extremos na região.

Destaques:

  • A construção do Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima no SUS está em andamento.
  • Um encontro estratégico reuniu diversas áreas do SUS e instituições parceiras para definir diretrizes iniciais.
  • A iniciativa visa fortalecer a vigilância em saúde e a resiliência do sistema frente a eventos climáticos extremos.

Elaboração e Objetivos do Plano Setorial

A criação do Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima no SUS representa um movimento estratégico para fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde em Mato Grosso do Sul. A iniciativa tem como foco a vigilância em saúde, a análise das vulnerabilidades das infraestruturas e a adoção de medidas que garantam a continuidade dos serviços diante de eventos como ondas de calor, secas, enchentes e queimadas. O programa Adapta-SUS visa tornar o sistema mais resiliente, adaptando serviços e infraestruturas, além de monitorar riscos climáticos e seus impactos na saúde da população.

Encontro Estratégico para Definição de Diretrizes

Nos dias 22 e 23 de abril de 2026, o Auditório do Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul sediou um encontro estratégico. O evento reuniu gestores, técnicos e representantes de instituições parceiras para subsidiar a elaboração do plano.

Participaram representantes de áreas como Atenção Primária, Atenção à Saúde, Vigilância em Saúde, Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica, Cievs (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), Superintendência de Saúde Digital, Cetec (Coordenadoria de Tecnologia da Informação), Cieges (Centro de Informações Estratégicas para a Gestão Estadual do SUS), Diretoria-Executiva do Fundo Estadual de Saúde e Relações Institucionais, além do Distrito Sanitário Especial Indígena. Instituições como a Ouvidoria do SUS, Hemosul, Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e o Conselho Estadual de Saúde também estiveram presentes.

Durante a programação, foram apresentadas diretrizes nacionais de adaptação climática. O impacto das mudanças do clima na saúde pública e a importância da organização territorial para resposta a eventos extremos, com foco em vulnerabilidade epidemiológica, foram pontos centrais da discussão.

Análise Regional e Estratégia Integrada

As discussões abordaram as potencialidades e fragilidades do território sul-mato-grossense, com ênfase na Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica e nos desafios de integração entre as áreas técnicas. O coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica do estado, Karyston Adriel Machado da Costa, enfatizou a necessidade de planejamento intersetorial e do fortalecimento das capacidades locais do SUS para enfrentar eventos climáticos extremos.

Por sua vez, a coordenadora do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) Regional, Madalena da Silva Xavier, salientou os impactos das mudanças climáticas na saúde dos trabalhadores. Ela ressaltou a importância da adaptação dos ambientes laborais e da implementação de políticas preventivas. A construção do plano ocorre de forma participativa, com a contribuição das áreas técnicas na identificação de riscos prioritários e na definição de diretrizes iniciais, alinhadas às orientações nacionais do Adapta-SUS.

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