Dourados confirmou mais duas mortes por chikungunya, elevando para 17 o total de óbitos pela doença no município. Os novos casos foram confirmados após investigação e constavam entre os óbitos em análise.
As vítimas são uma mulher de 74 anos, com histórico de doença renal crônica e hipertensão, que faleceu em 18 de maio, e um homem de 71 anos, com diabetes, que morreu em 19 de maio. Um terceiro óbito, de um homem de 43 anos sem comorbidades, ainda está sob investigação.
Dentre as 17 mortes confirmadas, 11 são de indígenas residentes nas aldeias Jaguapiru e Bororó. O município contabiliza 9.976 notificações da doença, com 4.822 casos confirmados, 4.682 descartados e 472 em investigação. Na Reserva Indígena, foram registrados 2.185 casos confirmados.
O número de internações apresentou redução. Atualmente, 13 pacientes estão hospitalizados, sendo 11 no Hospital Universitário da UFGD e dois no Hospital Cassems. Em períodos de maior incidência, o número de internados chegou a variar entre 52 e 58 pessoas.
Apesar da diminuição nas notificações, as autoridades de saúde alertam para a continuidade da alta transmissão do vírus. A taxa de positividade permanece entre 50% e 51%, um índice considerado muito acima do esperado, reforçando a necessidade de eliminar criadouros do mosquito transmissor e de manter as medidas preventivas.

