Uma pesquisadora alemã, Lydia Theresia Möcklinghoff, morreu nesta sexta-feira (3) após a queda de um avião de pequeno porte em Campo Grande. A aeronave se dirigia para Aquidauana, na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, onde ela realizaria pesquisas sobre a fauna local.
Destaques:
- Pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreu em queda de avião em Campo Grande.
- Ela era referência mundial no estudo do tamanduá-bandeira e desenvolvia pesquisas no Pantanal.
- A aeronave caiu minutos após decolar do Aeroporto Santa Maria.
Lydia era reconhecida internacionalmente por seu trabalho como zoóloga, ecóloga tropical, jornalista científica e escritora. Sua carreira foi amplamente focada no tamanduá-bandeira, espécie classificada como vulnerável à extinção. Desde o final dos anos 2000, ela conduzia pesquisas no Pantanal sul-mato-grossense.
A pesquisadora possuía mestrado em Zoologia pela Universidade de Würzburg e realizava doutorado na Universidade de Bonn, na Alemanha. Ela também participava de grupos de pesquisa em conservação da biodiversidade e estudo de mamíferos silvestres.
Além de sua atuação científica, Lydia dedicou-se a escrever livros sobre vida selvagem, participar de documentários e produzir conteúdo para conscientizar sobre a preservação ambiental. Ela havia partido do Rio de Janeiro, passado a noite em Campo Grande e embarcado na manhã do acidente para o Pantanal.
A queda ocorreu poucos minutos após a decolagem, em uma área de mata próxima ao Aeroporto Santa Maria. A aeronave explodiu ao atingir o solo. Ambos os ocupantes, a pesquisadora e o piloto, faleceram no local.
A aeronave era um modelo Neiva EMB-810D, fabricado em 1983. Sua documentação estava regular e o certificado de aeronavegabilidade era válido até junho de 2027. As causas do acidente serão apuradas pelos órgãos competentes.

