Tecnologia de Ponta Contra o Fogo
Um sistema inovador de monitoramento de incêndios foi implementado no Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, em Aquidauana, para a vigilância de seus 76.852 hectares. A estrutura conta com duas torres de observação equipadas com câmeras de alta resolução, capazes de realizar giros de 360 graus. Operadas por inteligência artificial e integradas a imagens de satélite, estas torres detectam focos de calor em questão de segundos, emitindo alertas automáticos para agilizar as ações de combate ao fogo.
Os dispositivos de monitoramento possuem um zoom óptico de 30 vezes e operam de forma autônoma, com captação própria de energia e conectividade via rádio ou internet. As imagens capturadas em tempo real são enviadas para salas de controle em Campo Grande, localizadas no Centro Integrado de Operações de Segurança e no Centro de Proteção Ambiental. Através da plataforma “Plataforma Pantera”, equipes especializadas cruzam os dados visuais com informações de satélite. Este cruzamento permite o cálculo diário do índice de risco de queimadas, a modelagem matemática da propagação do fogo e o acionamento eficiente das brigadas e do Corpo de Bombeiros.
Parceria Público-Privada e Abrangência do Projeto
A implantação deste sistema é fruto de um acordo de cooperação com duração de 10 anos, firmado em 2023 entre o órgão estadual e a iniciativa privada. Essa colaboração abrange o apoio a outras áreas de conservação pública do Estado, como os parques estaduais Nascentes do Rio Taquari, do Prosa, Matas do Segredo e Várzeas do Rio Ivinhema. A iniciativa demonstra um esforço conjunto para a proteção ambiental em larga escala no Mato Grosso do Sul.
O Parque Estadual Pantanal do Rio Negro, agora sob vigilância eletrônica avançada, é um ecossistema de vital importância, abrigando uma vasta biodiversidade. A área protegida conta com 124 espécies de mamíferos, incluindo a onça-pintada e o cervo-do-pantanal, além de 463 espécies de aves, 405 de peixes, 50 de répteis e mais de 772 espécies vegetais catalogadas. A tecnologia aplicada visa a assegurar a preservação deste patrimônio natural único.

