Destaques:
- A luta LGBTQIAPN+ no Mato Grosso do Sul vai além da celebração: é afirmação de direitos básicos de liberdade e segurança.
- Ainda há barreiras significativas para pessoas LGBTQIAPN+ no estado, como agressões, exclusão e dificuldades no mercado de trabalho.
- O respeito é um dever de todos e do Estado, com responsabilidade compartilhada entre os Poderes para garantir igualdade e combater a LGBTfobia.
No Mato Grosso do Sul, viver a orientação sexual e a identidade de gênero com liberdade ainda exige coragem. Demonstrar afeto, assumir um relacionamento ou simplesmente ser quem se é pode ser um desafio diário.
Pessoas LGBTQIAPN+ sul-mato-grossenses enfrentam agressões, expulsão de casa e dificuldades para conseguir emprego. Em casos extremos, o ódio resulta na interrupção de vidas. Essa realidade não prejudica apenas quem sofre o preconceito, mas empobrece toda a sociedade.
O orgulho nasce da resistência, da decisão de não viver escondido e de não aceitar a vergonha. A vergonha deve ser de quem discrimina, não de quem ama ou vive sua identidade.
Cada pessoa que assume sua identidade abre caminhos. Cada família que acolhe salva vidas. Cada escola que educa para o respeito forma cidadãos melhores. Cada gesto de empatia enfraquece o preconceito.
Pessoas LGBTQIAPN+ buscam seus direitos constitucionais: igualdade, liberdade, dignidade e segurança. Amar, formar família, estudar, trabalhar e viver sem medo são direitos fundamentais.
O Estado tem o dever de combater a violência e fortalecer políticas públicas. A proteção da população LGBTQIAPN+ é responsabilidade conjunta do Legislativo, Executivo e Judiciário para garantir que a Constituição seja cumprida.
A LGBTfobia pode ser estrutural e institucional, gerada pela omissão e discriminação. Combater essa realidade é dever de todo o Estado.
O Mato Grosso do Sul só será verdadeiramente grande com todas as pessoas vivendo com liberdade, dignidade e sem medo.
Para as pessoas LGBTQIAPN+: nunca tenham vergonha de ser quem são. O lugar de vocês é aqui, no Mato Grosso do Sul, com valor e dignidade.
Respeito não é concessão. É o mínimo para uma convivência democrática, humana e justa.

