InícioPoliciaPolicial Militar Nega Conhecimento sobre Maconha em Mala Durante Abordagem na MS-164

Policial Militar Nega Conhecimento sobre Maconha em Mala Durante Abordagem na MS-164

Destaques:

  • Soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul é preso em flagrante na MS-164 com carregamento de supermaconha.
  • Militar, de 27 anos, nega ter conhecimento sobre os quatro quilos da droga apreendidos em uma mala.
  • Jovem, de 19 anos, que transportava a droga, afirma ter sido coagida e que o policial não sabia do conteúdo.

Versão do Policial Militar

Em depoimento, um soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, de 27 anos, negou ter conhecimento sobre a supermaconha encontrada na bagagem de uma jovem de 19 anos. Ele foi detido na tarde de segunda-feira (10), na rodovia MS-164, nas proximidades do distrito de Vista Alegre, durante uma operação do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

O flagrante ocorreu durante um bloqueio policial. Quatro quilos de supermaconha, divididos em 14 sacos lacrados a vácuo, foram localizados em uma das bagagens no veículo conduzido pelo militar. Em seu relato, o policial informou atuar há cinco anos na corporação, sendo quatro deles na Polícia Rodoviária Estadual. Ele declarou estar de folga no dia da ocorrência e que se deslocou até Ponta Porã para adquirir uma bicicleta elétrica. No retorno para Campo Grande, teria oferecido carona através de um aplicativo.

O militar sustentou que não vistoriou a bagagem da passageira, limitando-se a “apertá-la”. Ele reforçou a alegação de desconhecimento sobre a droga, mencionando que a jovem confessou ser a proprietária da mala.

Versões dos Passageiros

A jovem de 19 anos, natural de Minas Gerais, também negou qualquer vínculo anterior com o policial ou com o outro passageiro, um rapaz de 23 anos. Ela relatou que uma amiga a convidou para um passeio em Ponta Porã, onde dividiram um quarto de hotel. Segundo a jovem, em determinado momento, ela informou possuir duas malas com drogas e precisava de auxílio para transportá-las até Belo Horizonte. A justificativa para a necessidade de ajuda seria o custeio integral da viagem por um desconhecido dono da mala. Caso recusasse, não teria o retorno financeiro para Minas Gerais garantido.

Sem recursos para permanecer no Mato Grosso do Sul, a jovem disse ter aceitado transportar a droga mediante a promessa de pagamento de R$ 3 mil. Ela afirmou ter contratado a carona via aplicativo e combinado o encontro com o militar, declarando que o condutor não sabia do conteúdo transportado. A jovem mencionou que conversas em seu celular poderiam comprovar sua versão dos fatos.

O passageiro de 23 anos, por sua vez, declarou não conhecer os demais ocupantes do veículo. Ele afirmou ter contratado o serviço de carona por R$ 150 para ir até a Rodoviária de Campo Grande. O rapaz mencionou que é comum motoristas revistarem bagagens, mas que o militar não teria inspecionado a sua. Ele apresentou uma narrativa semelhante à do policial, relatando ter combinado a viagem por aplicativo.

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