Destaques:
- IPCA de Campo Grande registra variação de 0,00% em julho, indicando estabilidade nos preços.
- Aumento nos custos de habitação (+1,90%) e queda nos preços de alimentos (-1,49%) foram os principais fatores.
- Inflação nacional em julho foi de 0,07%; Campo Grande teve a segunda maior alta em habitação entre as capitais.
A inflação em Campo Grande apresentou estabilidade em julho, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcando 0,00%. O resultado contrasta com a leve alta de 0,02% registrada em junho. No acumulado do ano, a capital sul-mato-grossense soma uma variação de 4%, e nos últimos 12 meses, o índice chega a 4,60%.
O comportamento dos preços em julho foi impulsionado principalmente pela alta de 1,90% nos custos de habitação, que tiveram o maior impacto positivo no índice geral (+0,29 ponto percentual). Em contrapartida, a queda de 1,49% nos preços de alimentos e bebidas atuou como um freio para a inflação.
No grupo da habitação, a energia elétrica residencial ficou 4,62% mais cara, influenciando o índice com 0,25 ponto percentual. Outros itens que registraram aumento foram sabão em barra (+3,25%), gás de botijão (+2,10%), água sanitária (+1,66%) e condomínio (+1,06%).
Por outro lado, o grupo de alimentação e bebidas foi o que mais contribuiu para conter o avanço da inflação. A queda geral de 1,49% foi puxada pela redução nos preços de alimentos consumidos em casa (-1,14%). O tomate registrou a maior queda (-30,80%), seguido pela batata-inglesa (-26,39%), feijão-carioca (-12,18%) e café moído (-2,39%). Frutas (+2,76%) e frango inteiro (+1,82%) foram exceções.
No setor de transportes, houve uma leve queda de 0,04%, com destaque para a redução nos preços dos combustíveis. Etanol (-3,80%), óleo diesel (-3,57%) e gasolina (-1,16%) ficaram mais baratos. Contudo, passagens aéreas (+14,71%) e transporte por aplicativo (+5,46%) apresentaram alta.
A comunicação registrou alta de 0,24%, seguindo a tendência de elevação dos últimos meses. Aparelhos telefônicos (+0,85%), serviços de streaming (+0,82%) e acesso à internet (+0,63%) foram os principais responsáveis.
Saúde e cuidados pessoais tiveram alta de 0,21%, impulsionada por fralda descartável (+2,46%), consulta médica (+2,27%) e certos medicamentos. Em contrapartida, óculos de grau (-3%) e exames de imagem (-2,20%) ficaram mais baratos.
O grupo despesas pessoais subiu 0,08%, com aumentos em serviços de higiene para animais (+2,28%) e cinema/teatro (+0,71%). Bicicletas (-2,88%) e hospedagem (-2,37%) apresentaram queda.
O vestuário, após altas consecutivas, registrou queda de 0,04%. Blusas (-3,33%) e sandálias (-3%) tiveram redução. No entanto, calças infantis (+2,54%) e sapatos tiveram alta.
Artigos de residência apresentaram queda de 0,05%, com destaque para a redução no preço de ar-condicionado (-3,67%) e móveis para quarto (-1,63%).
Em nível nacional, o IPCA de julho ficou em 0,07%, abaixo dos 0,16% de junho. A inflação brasileira no ano é de 3,44% e em 12 meses, de 4,44%.

