Destaques:
- Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga poluição no Córrego Imbirussu em Campo Grande.
- Vazamento de esgoto causou mau cheiro e morte de peixes na região.
- Órgão ambiental aponta contaminação e aplica multa à concessionária de saneamento.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu investigação sobre um vazamento de esgoto que atingiu o Córrego Imbirussu, em Campo Grande. A poluição, localizada no trecho entre os bairros Vila Almeida e Jardim Zé Pereira, gerou fortes reclamações sobre mau cheiro e relatos de mortandade de peixes.
Laudos de órgãos ambientais confirmaram a contaminação da água. Indicadores apontam níveis de poluição até 460% acima do permitido, incluindo a presença de coliformes. A investigação teve início após um incidente em 20 de janeiro, quando o rompimento de uma tubulação liberou esgoto diretamente no córrego.
A apuração, agora formalizada como procedimento administrativo, identificou mortandade de peixes a centenas de metros do ponto do vazamento. Exames laboratoriais detalharam a presença de coliformes fecais e níveis alarmantes de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), um indicador chave de poluição orgânica, além de um índice de fósforo expressivamente superior ao limite legal.
Diante dos resultados, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) aplicou uma multa de R$ 50 mil à Águas Guariroba. A concessionária foi notificada a apresentar relatórios de monitoramento e um plano para evitar futuros acidentes.
A Águas Guariroba recorreu da autuação. A empresa alega que o Imasul não teria competência legal para aplicar a multa, defendendo que a fiscalização seria responsabilidade municipal. Argumenta também que o rompimento da tubulação ocorreu por força maior, devido a chuvas intensas e erosão, e que uma norma estadual específica deveria reger o caso.
Em comunicado, a concessionária explicou que o episódio foi causado pelo deslizamento de um barranco que derrubou árvores sobre a rede de esgoto. A empresa classificou o evento como excepcional e fora de seu controle. Afirmou que equipes foram mobilizadas e o sistema normalizado em poucas horas. A empresa sustentou, ainda, que análises posteriores não indicaram alterações significativas nos parâmetros ambientais.
A Águas Guariroba reiterou seu compromisso com a manutenção da infraestrutura de saneamento em Campo Grande e com a preservação dos recursos hídricos.
O procedimento no MPMS continua em andamento, com previsão de inclusão de novos laudos e manifestações dos envolvidos.

