Confronto em Campo Grande resulta em morte de jovem com histórico criminal
Jean Gabriel Rapini de Souza, de 24 anos, foi identificado como o indivíduo que morreu em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, no início da noite desta segunda-feira (10), na Avenida Manoel Ferreira, em Campo Grande. De acordo com informações iniciais, ele estaria em um veículo considerado suspeito e, durante a abordagem, desceu do carro em movimento portando uma arma de fogo, momento em que foi alvejado. Apesar de ter recebido socorro, Jean não resistiu e faleceu antes de chegar a uma unidade de saúde.
Destaques:
- Jean Gabriel Rapini de Souza, 24 anos, morreu em confronto com o Batalhão de Choque da PM em Campo Grande.
- Ele foi identificado como um dos envolvidos em um roubo que culminou na morte do taxista Luciano Barbosa Franco em abril de 2020.
- A morte de Jean é a 101ª registrada em Mato Grosso do Sul decorrente de intervenção policial neste ano.
Ligação com assassinato de taxista em 2020
O nome de Jean Gabriel Rapini de Souza já havia ganhado notoriedade em um caso de grande repercussão na Capital. Em abril de 2020, quando tinha 17 anos, ele foi apreendido por participação no roubo que resultou na morte do taxista Luciano Barbosa Franco, de 44 anos. Investigações da Polícia Civil apontaram o adolescente como o autor do disparo que atingiu a cabeça do motorista.
Luciano desapareceu na noite de 25 de abril de 2020 após aceitar uma corrida no Shopping Campo Grande com destino ao Jardim Carioca. O chamado teria ocorrido por volta das 23h30. Após não retornar para casa, a família acionou a polícia. O rastreador do veículo utilizado pelo taxista emitiu o último sinal pouco depois da meia-noite, e o carro foi encontrado no bairro Santa Emília sem os pneus. O corpo do taxista foi localizado em um matagal às margens da BR-262, com um ferimento de tiro na cabeça.
A reconstituição dos fatos, baseada em imagens de câmeras de segurança, indicou que Luciano foi morto no intervalo em que o veículo permaneceu parado no Jardim Carioca. Jean Gabriel estaria no banco traseiro do carro, enquanto uma jovem ocupava o banco do passageiro. A apuração policial da época apontou que o adolescente efetuou o disparo após o anúncio do roubo. Uma segunda mulher também foi responsabilizada pelo crime, tendo conhecimento do plano e auxiliado os demais envolvidos. O grupo planejava roubar o carro para vendê-lo no Paraguai.
À época, Jean Gabriel havia deixado uma Unidade Educacional de Internação (Unei) pouco mais de um mês antes da morte de Luciano, já tendo cumprido medida por outros atos cometidos na adolescência. A arma utilizada no assassinato do taxista foi encontrada em uma casa no Bairro Tiradentes, onde os envolvidos residiam. O Batalhão de Choque havia apoiado a investigação da Polícia Civil naquela ocasião, resultando na apreensão de Jean e na prisão das duas mulheres.
A ocorrência desta segunda-feira, que culminou na morte de Jean Gabriel, teve início na Avenida Manoel Ferreira e mobilizou diversas viaturas. Segundo a versão preliminar da PM, os agentes tentaram abordar um veículo suspeito, e Jean Gabriel teria descido do carro em movimento com uma arma de fogo, desencadeando o confronto. A movimentação causou o fechamento da avenida nos dois sentidos. A Polícia Militar confirmou o confronto, mas informou que mais detalhes seriam divulgados posteriormente, não tendo esclarecido quem estava no veículo com Jean nem a dinâmica completa da abordagem até a publicação desta reportagem.

