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Elenco de ‘Não Me Lembro’ Mobiliza Apoio para Levar Filme Sul-Mato-Grossense ao Festival do Rio

Destaques:

  • O filme “Não Me Lembro”, integralmente produzido em Mato Grosso do Sul, foi inscrito para exibição no Festival do Rio 2026.
  • Artistas locais e nacionais envolvidos na produção utilizam as redes sociais para engajar o público e promover a obra.
  • A participação no festival é vista como uma oportunidade crucial para impulsionar o audiovisual sul-mato-grossense no cenário nacional.

Artistas sul-mato-grossenses e o elenco do filme “Não Me Lembro” estão engajados em uma campanha para garantir a exibição da produção regional no Festival do Rio 2026. Diante de um número restrito de vagas, a recente abertura do período de inscrições motivou o grupo a mobilizar o público nas redes sociais na tentativa de assegurar um lugar na prestigiosa programação do evento.

A comédia romântica, sob a direção de Fábio Flecha e integralmente gravada em Campo Grande pela Render Brasil, narra a história de Téo (Bruno Moser), um arquiteto que, após um acidente, sofre perda de memória, inclusive sobre sua orientação sexual. O elenco conta com participações de nomes como Espedito Di Montebranco, Cláudia Ohana, Nany People e Maria Clara Gueiros.

O ator Espedito Di Montebranco, radicado em Campo Grande e com participação no remake de “Pantanal”, ressaltou que a inscrição do filme já foi realizada. Atualmente, a equipe aguarda o resultado da seleção e busca o apoio da sociedade. “O Festival do Rio é uma vitrine nacional do que há de melhor na produção brasileira. Mato Grosso do Sul tem avançado positivamente a cada dia no audiovisual, e o objetivo é mostrar que por aqui também produzimos com qualidade. O filme tem estrelas nacionais mescladas com as regionais, o que deu um tempero mais que bom”, afirmou.

Di Montebranco destacou ainda o potencial de Mato Grosso do Sul como cenário cinematográfico, com sua geografia diversificada que inclui furnas, morros, águas cristalinas e o Pantanal. Ele enfatizou a importância de dar visibilidade aos talentos locais e técnicos do Estado, que ainda possuem reconhecimento limitado em âmbito nacional. “Estamos fazendo isso. Até porque MS tem uma geografia espetacular, que é pouco ocupada pelo cinema nacional: temos furnas, morros, águas cristalinas, pantanais e tantos atrativos que precisamos mostrar, além dos nossos atores e técnicos, que ainda são pouco conhecidos no Brasil”, complementou.

Fábio Flecha, diretor da obra, explicou que o festival funciona como uma plataforma de lançamento para novos filmes e produções anuais. Segundo ele, a inclusão do longa sul-mato-grossense no Festival do Rio poderia catalisar a participação de artistas e produções do Estado em outros eventos, incluindo os de caráter internacional. “Seria como se a gente estivesse numa vitrine muito boa, onde todo mundo pudesse ver o nosso trabalho desenvolvido aqui em Mato Grosso do Sul”, comentou.

O ator Bruno Moser adicionou que a participação no festival representaria a consolidação de Mato Grosso do Sul em um patamar superior de produção cinematográfica. “Participar do Festival será a confirmação de que MS entra em um novo patamar de produção cinematográfica, mostrando que conquistamos o espaço nacional que tanto desejávamos”, declarou.

A campanha de mobilização foi intensificada após uma publicação do próprio Festival do Rio nas redes sociais, que questionou o público sobre quais filmes gostariam de ver em sua programação de 2026. A expectativa é que o resultado da seleção seja divulgado até o final de agosto.

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