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MS Revoluciona Gestão da Saúde e Vira Referência Nacional em Economia

  • Mato Grosso do Sul utiliza dados de custos para otimizar a gestão da saúde pública.
  • O estado se destaca nacionalmente com o modelo ApuraSUS e painéis de Business Intelligence (BI).
  • Iniciativa visa melhorar a qualidade do atendimento, reduzir desperdícios e garantir o melhor aproveitamento dos recursos no SUS.

A gestão da saúde pública em Mato Grosso do Sul ganha mais precisão e qualidade. O Estado utiliza dados de custos para orientar decisões. Desde 2026, o modelo ApuraSUS, do Ministério da Saúde, é a base. Esse programa está disponível para secretarias que aderem ao Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC).

A partir dessa base, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) desenvolveu um painel de Business Intelligence (BI). Isso permite analisar e qualificar informações de custos. A capacidade de gestão é ampliada. Esta iniciativa foi compartilhada nacionalmente como uma experiência recente na economia da saúde.

Mais que controle de despesas, a medida permite entender, com dados reais, o custo de cada atendimento, internação e procedimento no SUS. E, crucialmente, avaliar se os investimentos geram resultados para o paciente.

O objetivo é uma série de medidas para qualificação dos custos da assistência. O foco é o melhor aproveitamento e distribuição dos recursos em toda a rede. A intenção é majorar resultados na prestação de serviços de saúde pelo Estado.

Dados que Transformam a Saúde Pública

Atualmente, unidades estratégicas da rede estadual já operam com informações consolidadas via ApuraSUS. No Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, por exemplo, os dados já permitem calcular o custo médio por atendimento no pronto-socorro. Também detalham o custo por paciente-dia nas internações e por diária em UTI. Uma visão detalhada do funcionamento hospitalar.

Essas informações já impactam a gestão. Entre os avanços, a identificação de diferenças de perfil entre unidades. Alguns hospitais têm maior volume de atendimentos de baixa complexidade. Outros são focados em procedimentos especializados. Esse fator influencia diretamente nos custos.

Impacto Direto na Gestão e Transparência

Outro resultado importante é a compreensão da composição das despesas. Os levantamentos mostram que cerca de 70% dos custos hospitalares estão ligados a pessoal. Um dado essencial para planejamento e decisões estratégicas.

O Estado consegue separar custos diretos e indiretos dos serviços. É possível identificar quanto exames, medicamentos e estrutura administrativa impactam em cada atendimento. Esse detalhamento permite localizar gargalos, reduzir desperdícios e direcionar melhor os recursos.

Para ampliar a análise, a SES desenvolve painéis de BI. Eles facilitam a visualização dos dados e tornam a gestão mais transparente e ágil. Compreender os custos permite tomar decisões mais assertivas e melhorar a aplicação dos recursos.

Qualidade e Eficiência: O Foco Principal

Mesmo com os avanços, o principal desafio é a coleta e padronização das informações nas unidades de saúde. Para isso, o Núcleo de Economia em Saúde intensifica ações de sensibilização junto às equipes. O objetivo não é só economizar, mas melhorar a qualidade da assistência.

A proposta não é cortar custos de forma indiscriminada. É entender onde otimizar para investir melhor e garantir um atendimento mais eficiente e de qualidade para a população.

A lógica adotada segue o conceito de valor em saúde: investir melhor para garantir melhores desfechos aos pacientes. Na prática, isso significa reduzir desperdícios para ampliar acesso, qualificar serviços e apoiar novos investimentos.

MS Consolida Liderança Nacional

Com a expansão do modelo para outras unidades e a articulação com municípios, MS avança na consolidação de uma gestão eficiente. É uma gestão baseada em evidências, voltada à melhoria contínua do atendimento à população.

A experiência do Estado, já compartilhada nacionalmente em 2026, reforça o papel estratégico da gestão de custos. É uma ferramenta para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar a qualidade dos serviços oferecidos.

Esse avanço é resultado da institucionalização do Núcleo de Economia em Saúde no âmbito da SES. A área foi formalmente estruturada, com suas atribuições definidas, e servidores responsáveis foram designados. Isso garante capacidade técnica e continuidade às ações de gestão de custos no Estado.

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