Campo Grande registrou o 11º caso de raiva em morcegos neste ano, igualando o total acumulado durante todo o ano anterior. O animal infectado, diagnosticado após análise laboratorial, foi recolhido na região da Vila Nasser. A confirmação levou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) a intensificar as orientações de prevenção junto à população.
O morcego foi encontrado no perímetro urbano e encaminhado para exames, que atestaram a presença do vírus. Apesar do aumento no número de ocorrências, o município avalia o cenário como sob controle, mas ressalta a necessidade de vigilância constante e adoção de cuidados para evitar a disseminação da doença.
Além da Vila Nasser, outros bairros onde foram identificados morcegos com raiva neste ano incluem Vivendas do Bosque, Centro (com três registros), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Francisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto.
A vacinação antirrábica de cães e gatos em dia é apontada como a principal medida preventiva. Embora a maioria das espécies de morcegos em Campo Grande se alimente de frutos ou insetos e, em condições normais, não represente risco, alguns animais podem ser portadores do vírus e transmiti-lo a outros mamíferos, incluindo seres humanos.
O último caso de raiva humana em Campo Grande data de 1968. No estado de Mato Grosso do Sul, a ocorrência mais recente foi em Corumbá, em 2015.
Moradores são orientados a não manusear morcegos encontrados no chão, em voo diurno ou pendurados em locais de fácil acesso. Em tais situações, recomenda-se isolar o animal, garantindo que pessoas e animais domésticos não tenham contato, e acionar o CCZ para o devido recolhimento.
Em caso de contato direto com um morcego suspeito, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação médica e, se necessário, o início do protocolo de prevenção contra a raiva.

