A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) se manifestou sobre postagens de perfis ligados a organizações criminosas. A pasta afirmou que, embora as publicações sejam monitoradas pelas forças policiais, elas não representam, isoladamente, uma ameaça relevante à segurança pública de Mato Grosso do Sul.
A declaração surge em resposta à divulgação de uma lista com 24 nomes de pessoas supostamente marcadas para morrer. As publicações são atribuídas a perfis que fazem propaganda do Comando Vermelho e associam os alvos ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Destaques:
- Postagens de facções são monitoradas, mas não configuram ameaça isolada, diz Sejusp.
- Lista com 24 nomes supostamente marcados para morrer circula em perfis criminosos.
- Sejusp destaca ações de inteligência, apreensões de drogas e investimentos em segurança.
O trabalho de inteligência é descrito como permanente e estruturado, com ações conjuntas entre órgãos estaduais, federais e municipais. O acompanhamento das redes sociais integra um conjunto mais amplo de investigações, incluindo operações de campo e monitoramento de organizações criminosas.
“Postagens em redes sociais são monitoradas como parte de um conjunto amplo de ações investigativas, e não representam, por si só, qualquer ameaça relevante à segurança pública do Estado”, garantiu a Sejusp.
A secretaria, porém, não detalhou se as 24 pessoas citadas estão sob acompanhamento específico, se receberam orientações de segurança ou se há investigações para identificar os responsáveis pelos perfis. As listas incluem fotografias, nomes, apelidos e cidades de origem, com menções a moradores de Cassilândia, Inocência e Miranda. A associação com o PCC é feita pelos próprios administradores dos perfis.
Um dos nomes incluídos na lista, Gustavo Loschiavo Araujo, de 29 anos, foi assassinado a tiros em Cassilândia. Após o homicídio, sua fotografia foi republicada nas redes sociais com a marcação “X” e a palavra “Eliminado”. Além de ameaças individualizadas, as páginas divulgaram mensagens de domínio territorial do Comando Vermelho e proibição de venda de drogas por rivais em cidades do estado.
Em sua resposta, a Sejusp apresentou números gerais do combate ao crime. Foram apreendidas 309,2 toneladas de drogas nos últimos sete meses, um aumento de 50,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A secretaria também afirmou que Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados que mais esclarecem homicídios no país, embora não apresente dados de fonte, período ou percentual para sustentar essa afirmação.
O governo estadual também citou investimentos de R$ 176 milhões em 522 veículos para as forças de segurança, além de recursos para tecnologia, aeronaves, armamentos e equipamentos. A nota finaliza reforçando o combate ao crime organizado como prioridade, mas sem detalhar medidas concretas adotadas em relação às listas divulgadas ou o grau de credibilidade atribuído às ameaças.

