Destaques:
- Guardas Civis Metropolitanos de Campo Grande exigem melhorias salariais em audiência pública na Câmara.
- Principais reivindicações são o Adicional de Periculosidade e diferenças no Plano de Cargos e Carreiras.
- Vereadores e representantes de outras entidades reforçam a necessidade de valorização da categoria.
Guardas Civis Metropolitanos de Campo Grande apresentaram na manhã desta segunda-feira (10), durante Audiência Pública na Câmara Municipal, cobranças por melhorias salariais urgentes. O foco principal recai sobre o pagamento do Adicional de Periculosidade, já com decisão judicial favorável, e diferenças no enquadramento do Plano de Cargos e Carreiras, que deveriam ter sido aplicadas com valores maiores desde janeiro de 2025.
A Casa de Leis estabeleceu uma Comissão Especial para monitorar a implementação do adicional. O grupo é liderado pelo vereador André Salineiro (PL), que propôs a audiência. Durante o encontro, guardas civis expuseram dificuldades financeiras, com relatos de salários líquidos baixos mesmo com vencimento-base considerável. Um exemplo apresentado mostrou um salário líquido de R$ 986, sem empréstimos, e outro de R$ 496 com empréstimo consignado, apesar de um vencimento-base de R$ 1.860.
O presidente do Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande, Hudson Bonfim, esclareceu que os pagamentos pendentes derivam de ações judiciais já finalizadas. Quanto à periculosidade, estima-se um adicional de 30% sobre o vencimento-base, pendente de laudos da prefeitura. Já o enquadramento no Plano de Cargos e Carreiras, que previa 40% para inspetores, foi pago em apenas 20%. A Justiça determinou o pagamento retroativo com correção, o que ainda não ocorreu.
Atualmente, o sindicato possui 34 ações judiciais contra a prefeitura em defesa dos direitos da categoria, que conta com 1,2 mil guardas na capital.
Vereadores manifestaram apoio à valorização da Guarda Civil. André Salineiro destacou que “valorizar a Guarda não é defender uma categoria apenas, mas defender o cidadão que espera uma cidade mais segura”. A vereadora Luiza Ribeiro (PT) criticou a remuneração, afirmando que “não se pode admitir que o profissional da segurança tenha uma remuneração de apenas R$ 1.860, um vale-alimentação que não representa sequer uma compra no supermercado”. O vereador Jean Ferreira defendeu uma abordagem sistêmica para a segurança, mencionando o projeto “Além da Farda”, focado na saúde mental dos profissionais. Junior Coringa (MDB) relembrou aprovações importantes para a categoria, como o armamento e a nomeação de remanescentes de concurso.
Participaram também da audiência delegados da Polícia Civil, representantes da OAB-MS, da Associação Comercial de Campo Grande e do Corpo de Bombeiros, que endossaram a importância do trabalho da Guarda e a necessidade de valorização salarial.

