A bebê, que teria sido sequestrada com 28 dias de vida e resgatada em Pedro Juan Caballero, Paraguai, na madrugada de domingo (09), encontra-se em um abrigo em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. A menina aguarda uma decisão judicial para seu retorno à capital sul-mato-grossense.
Destaques:
- Bebê resgatada no Paraguai aguarda retorno a Campo Grande.
- Criança está em abrigo em Ponta Porã após exames médicos.
- Caso envolve investigação policial e decisão da Vara da Infância e Juventude.
Após passar por exames médicos em Ponta Porã, a bebê está sob os cuidados da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) local. A expectativa é que, após a determinação da Vara da Infância e Juventude de Ponta Porã, a SAS providencie o transporte da criança até Campo Grande. As autoridades indicam a alta probabilidade de retorno à capital.
Ao retornar a Campo Grande, a bebê passará por nova avaliação. A Vara da Infância e Juventude da capital, juntamente com a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que conduz a investigação, decidirá sobre o futuro da criança.
O desaparecimento da bebê ocorreu na última quinta-feira (7), em Campo Grande. Relatos indicam que a mãe, uma adolescente de 17 anos, conheceu uma mulher pela internet durante a gestação. Sob a promessa de um ensaio fotográfico e cuidados posteriores com uma criança em troca de R$ 100, a jovem e sua irmã foram levadas à residência da mulher. Na madrugada, foram abandonadas sem a bebê, próximas a uma área de mata.
Desde então, a Polícia Civil, com o apoio de forças policiais de fronteira, intensificou as buscas. O Alerta Amber foi acionado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No sábado (8), um homem foi detido pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), que apoia a DEPCA. O indivíduo seria o proprietário de uma casa que teria sido utilizada para ocultar a criança. Familiares do detido afirmaram que ele não teria envolvimento direto com o sequestro.
O resgate da recém-nascida em Pedro Juan Caballero foi possível através do rastreamento de sinais telefônicos, levando à localização da residência onde ela era mantida por Alex Melo de Abreu e Suzilaine, que foram presos em flagrante. A ação contou com a participação de autoridades paraguaias, incluindo procuradores e agentes do Ministério Público, e o cumprimento de um mandado judicial. Aparelhos celulares, documentos e um veículo foram apreendidos.
Após avaliação médica no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, a bebê foi entregue à Polícia Federal em Ponta Porã. Os suspeitos foram expulsos do Paraguai. Alex Melo de Abreu, identificado com documento falso, possuía mandado de prisão em aberto no Amazonas por homicídio, além de passagens por estelionato, furto e violência doméstica.

