InícioPoliticaTCE-MS Atualiza Lista com 356 Gestores Públicos por Contas Irregulares

TCE-MS Atualiza Lista com 356 Gestores Públicos por Contas Irregulares

Destaques:

  • O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) atualizou a lista de gestores públicos com contas julgadas irregulares nos últimos oito anos.
  • A relação, composta por 356 nomes, atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para identificar potenciais inelegíveis para as próximas eleições.
  • Políticos com contas reprovadas pelo TCE-MS podem ser considerados inelegíveis pela Justiça Eleitoral, o que implica a suspensão temporária do direito político.

O TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) divulgou a relação atualizada de gestores públicos cujas contas foram julgadas irregulares no período de oito anos. A lista, com 356 nomes, alguns duplicados, foi compilada após solicitação do Ministério Público Federal (MPF), visando identificar indivíduos que possam se enquadrar em critérios de inelegibilidade para futuras eleições.

A determinação para a elaboração da lista partiu do presidente da Corte de Contas, que instruiu a divisão de serviços processuais a compilar os nomes de políticos que já ocuparam cargos de gestão pública. Isso inclui ex-prefeitos, vices, secretários, diretores de autarquias e fundações, presidentes de Câmaras Municipais, diretores de hospitais e escolas públicas, além de gestores de fundos municipais ou estaduais.

A reprovação de contas pelo TCE-MS pode levar à inelegibilidade, uma decisão que, contudo, compete à Justiça Eleitoral, mediante parecer do MPF. A inelegibilidade resulta na suspensão temporária do direito político do indivíduo, impedindo-o de ser votado ou de concorrer a cargos eletivos.

Entre os critérios para a inelegibilidade, destaca-se a condenação por órgãos colegiados, conforme previsto na Lei da Ficha Limpa. Isso abrange condenações transitadas em julgado por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais, racismo ou violência doméstica. Gestores com contas rejeitadas, cassados por abuso de poder e servidores públicos demitidos por improbidade administrativa também podem ser incluídos na lista.

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