Destaques:
- Mato Grosso do Sul recebeu 8.300 doses da nova vacina pneumocócica 20-valente (VPC20).
- O imunizante reforça a proteção contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo, causadora de pneumonia e meningite.
- A vacina é incorporada ao SUS e será distribuída aos municípios para públicos prioritários.
O Estado recebeu nesta quarta-feira (10) o primeiro lote com 8.300 doses da vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20). O novo imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) para fortalecer a prevenção contra doenças graves causadas pela bactéria *Streptococcus pneumoniae*. As doses foram encaminhadas à Rede de Frio Estadual e seguirão para os municípios.
Esta vacina representa um avanço na estratégia de imunização. Ela amplia a cobertura contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo. Essa bactéria é a principal causadora de pneumonia, meningite, otite média e infecções generalizadas. Essas condições podem levar a internações, sequelas e óbitos, especialmente em crianças.
A chegada da vacina marca um novo momento para a prevenção de doenças pneumocócicas no SUS. O novo imunizante amplia significativamente a proteção oferecida, fortalecendo a prevenção contra doenças graves. O objetivo é reduzir internações e óbitos causados pelo pneumococo.
A distribuição aos municípios será proporcional ao número de doses recebidas e à população-alvo definida. Equipes de saúde receberão orientações técnicas sobre o uso da nova vacina. O Estado trabalha para garantir uma distribuição ágil e apoiar as equipes locais.
Inicialmente, a oferta da vacina pneumocócica no Estado será mista. Doses remanescentes da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) continuarão sendo utilizadas até o fim do estoque. O novo esquema vacinal prevê uma dose da Pneumo 20 aos dois meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos quatro meses e um reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. Após o fim do estoque da Pneumo 10, o esquema usará exclusivamente a nova vacina.
A vacinação com a Pneumo 20 contempla públicos prioritários. Além de crianças menores de cinco anos, a vacina será ofertada para indígenas maiores de cinco anos sem histórico de vacinação conjugada, idosos acamados ou institucionalizados com 60 anos ou mais e pessoas com condições clínicas especiais. A expectativa é reduzir ainda mais a incidência de casos graves, internações e mortes relacionadas à doença. Desde 2010, a vacina pneumocócica já contribuiu para reduções expressivas de casos de doença pneumocócica invasiva e meningite em crianças pequenas no Brasil.

