Campo Grande registrou uma queda expressiva nos casos graves de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em crianças. A redução alcançou 49,6% nas hospitalizações em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e apontam que a maior diminuição ocorreu entre bebês e crianças com menos de um ano.
Destaques:
- Redução de 49,6% em casos graves de VSR que resultaram em hospitalização em crianças.
- Maior impacto positivo observado em bebês e crianças menores de um ano.
- Medidas de prevenção, como vacinação de gestantes e uso de anticorpos monoclonais, são apontadas como eficazes.
Até a Semana Epidemiológica 28, a Capital registrou 287 hospitalizações por VSR, um número significativamente menor que os 572 casos do mesmo período de 2025. Essa diminuição representa um avanço na proteção do público mais jovem, que é mais suscetível a complicações como bronquiolite e pneumonia.
A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, destacou que os resultados são reflexo direto das medidas de prevenção implementadas. A imunização voltada para grupos prioritários, especialmente bebês e crianças pequenas, tem sido fundamental.
Entre as estratégias adotadas, a vacinação contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez tem sido crucial. A aplicação de anticorpos da mãe para o bebê durante a gestação oferece proteção nos primeiros meses de vida. Desde o início da campanha, aproximadamente 6,7 mil doses foram administradas na Capital.
Outra ação importante é a aplicação do Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que previne formas graves da doença em prematuros e bebês com maior risco. Cerca de 1.050 doses deste medicamento foram administradas em maternidades e unidades de referência desde fevereiro.
A Sesau ressalta que essas ações não só reduzem internações, mas também aliviam a pressão sobre a rede hospitalar durante o período de maior circulação de vírus respiratórios. “São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação”, afirmou Veruska Lahdo.
A secretaria reforça a importância de gestantes, pais e responsáveis buscarem informações sobre vacinação e outras formas de prevenção contra o VSR nas unidades de saúde. A continuidade dessas estratégias é vista como essencial para a proteção dos grupos mais vulneráveis.

