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Alerta em MS: 33% das crianças no SUS sofrem com excesso de peso

Destaques:

  • 33 em cada 100 crianças de 0 a 9 anos em MS acompanhadas pelo SUS têm excesso de peso.
  • O índice estadual é igual à média nacional para a faixa etária.
  • Estratégias de prevenção e acompanhamento visam combater o problema na rede pública de saúde.

Mato Grosso do Sul registra um número alarmante: 33 a cada 100 crianças, entre 0 e 9 anos, em acompanhamento pela rede pública de saúde, apresentam excesso de peso. O dado considera casos de sobrepeso, obesidade e obesidade grave.

Este índice em Mato Grosso do Sul espelha a média nacional. A mesma proporção se mantém ao analisar crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.

O levantamento, ainda parcial para 2025, mostra que o índice permaneceu estável nos últimos 11 anos, com uma única elevação registrada no primeiro ano da pandemia de Covid-19.

Para combater o sobrepeso e a obesidade infantil, o acompanhamento regular nas unidades básicas de saúde é fundamental. Profissionais monitoram peso e altura para identificar precocemente alterações nutricionais e iniciar tratamentos. Estes podem envolver cuidados com a alimentação e suporte psicológico.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) tem o sobrepeso como prioridade no Programa Saúde na Escola (PSE), incentivando alimentação saudável e atividade física. A atuação da Caisan (Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional) também foca na promoção de uma alimentação adequada e na segurança nutricional.

O gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, reforça o papel crucial da família. “Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional”, explica.

Holsbach aponta o “ambiente obesogênico” como um fator chave. “Temos o aumento do acesso aos alimentos ultraprocessados, o encarecimento dos alimentos in natura e minimamente processados, além de comportamentos cada vez mais sedentários”, conclui.

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