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TJMS Expande “Estrelas na Cabana” para Crianças Indígenas Terena, Fortalecendo Proteção e Cultura

Ampliação de Projeto para Proteção da Infância Indígena

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul estendeu o projeto “Estrelas na Cabana” para alcançar as crianças indígenas da etnia Terena em Campo Grande. A iniciativa visa fortalecer a proteção da infância e a prevenção da violência em comunidades nativas, alinhada às ações do Mês da Infância Protegida, estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça. A cerimônia de lançamento da versão em língua Terena do livro que dá nome ao projeto ocorreu no Paço Municipal da capital sul-mato-grossense, com a presença de representantes do judiciário e de órgãos públicos.

Contexto e Objetivos da Iniciativa

A Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ) do TJMS viabilizou a disponibilização de 1.500 exemplares da obra “Estrelas na Cabana” traduzida para o idioma Terena. Este material será utilizado nas escolas municipais localizadas nas comunidades indígenas e estará disponível para outras comarcas do estado que abrigam aldeias Terena. A meta é apresentar o conteúdo de forma lúdica e acessível, abordando os diferentes tipos de violência que podem afetar crianças e promovendo a orientação e conscientização, conforme destacou a coordenadora de Apoio às Articulações Interinstitucionais, Doemia Ceni. A ação busca antecipar a violência, atuando de forma preventiva.

Parcerias e Fortalecimento Cultural

O projeto “Estrelas na Cabana” é fruto de uma colaboração entre diversas instituições, incluindo o Projeto Nova Transforma, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) e a Prefeitura de Campo Grande. A expansão para a língua Terena, intitulada “Hékerehiko Ya Kali Ovokúti”, segue a adaptação anterior para a língua Guarani Kaiowá, evidenciando um compromisso em levar a mensagem de proteção à infância em sua própria língua. A iniciativa, escrita por Viviane Vaz e Débora Amado, com tradução de Itamar Jorge Pereira e ilustrações de Wanick Correa, também visa o fortalecimento cultural, respeitando as tradições e aproximando o conteúdo da realidade das comunidades indígenas. Além da distribuição do livro, estão previstas atividades pedagógicas e educativas nas escolas, utilizando a literatura como ferramenta de acolhimento e prevenção.

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