Destaques:
- Banco de Leite Humano do HRMS registra estoque abaixo do ideal, com coleta de 47 litros em julho, bem aquém dos 120 litros necessários.
- A doação é crucial para garantir a nutrição de recém-nascidos internados, especialmente prematuros e com baixo peso.
- Mães com leite excedente podem doar após cadastro e orientação; contato pode ser feito pelo telefone (67) 3378-2715.
O Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) enfrenta um período de estoque insuficiente para atender à demanda de recém-nascidos internados na unidade. Diante desta situação, a instituição reforça o apelo para que mães em fase de amamentação e com produção de leite excedente considerem a doação.
O volume ideal de coleta mensal para manter um estoque adequado é de 120 litros. No entanto, em julho, foram coletados apenas 47 litros, quantidade considerada baixa. A carência de leite humano impacta diretamente bebês que necessitam de nutrição especial, como os prematuros e aqueles com baixo peso ao nascer.
O leite materno é reconhecido como um alimento completo, essencial para o crescimento e desenvolvimento infantil. Seus componentes fortalecem o sistema imunológico e oferecem proteção contra infecções, benefícios de valor inestimável para os bebês mais vulneráveis.
O processo de doação é aberto a mulheres que amamentam seus filhos e possuem leite em excesso, desde que tenham realizado os exames de pré-natal. As interessadas passam por um cadastro e recebem todas as orientações necessárias da equipe especializada do Banco de Leite Humano.
Mães que desejam contribuir podem obter mais informações e iniciar o procedimento de doação entrando em contato pelo telefone (67) 3378-2715.
A mobilização ganha destaque durante o Agosto Dourado, mês internacionalmente dedicado à promoção da amamentação e à conscientização sobre seus benefícios para a saúde materna e infantil. A campanha também incentiva o início precoce do aleitamento e o contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o parto, quando clinicamente viável.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida, com a continuação da amamentação associada à introdução alimentar até os dois anos ou mais.
A amamentação, embora natural, pode apresentar desafios nos primeiros dias. Nesses casos, o suporte de profissionais de saúde e dos Bancos de Leite Humano é fundamental para auxiliar as mães a superar dificuldades relacionadas à pega, produção de leite e outras intercorrências.

