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Investigadores do Cenipa Inicia Apuração de Queda de Aeronave em Campo Grande

Cenipa Avança na Investigação de Queda de Avião em Campo Grande

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) deram prosseguimento neste sábado (4) à apuração da queda de uma aeronave que resultou na morte do piloto Henrique Martin e da pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, em Campo Grande. Pela manhã, equipes iniciaram a remoção dos principais componentes da aeronave, incluindo motores e hélices, que serão submetidos a perícia especializada.

Análise Preliminar Aponta Possível Desorientação Espacial

A análise preliminar do cenário encontrado no local sugere uma possível desorientação espacial da tripulação, hipótese que ainda aguarda confirmação por meio de exames técnicos. A dinâmica observada pelos investigadores indica uma queda com trajetória praticamente vertical e em alta velocidade. Aparentemente, a parte direita da aeronave teria tocado o solo primeiro. Os destroços foram encontrados em um campo de aproximadamente 20 metros de extensão, o que corrobora a ideia de uma queda vertical.

Condições Meteorológicas e Regulamentação do Aeroporto

As condições meteorológicas registradas em Campo Grande no momento da decolagem foram um fator a ser considerado na investigação. A capital amanheceu sob efeito de uma frente fria, com presença de nevoeiro e garoa, o que resultou em baixa visibilidade. A decolagem, inicialmente prevista para mais cedo, foi adiada devido às condições climáticas. Profissionais da aviação chamaram atenção para o fato de o Aeroporto Santa Maria operar sob regras de voo visual (VFR), que exigem referências visuais do terreno durante o voo, contrastando com as condições de baixa visibilidade. Operações por instrumentos (IFR) são utilizadas em tais circunstâncias. Contudo, a relação direta entre as condições atmosféricas e o acidente ainda não pode ser estabelecida.

Aeronave e Histórico Operacional

A aeronave envolvida no acidente era um modelo Neiva EMB-810D Seneca, fabricado em 1983. A consulta ao registro aeronáutico indicou que o avião possuía situação regular e certificado de verificação de aeronavegabilidade válido até junho de 2027. A aeronave era operada por uma empresa de táxi aéreo e possuía autorização para operações IFR, modalidade que permite navegação com auxílio de instrumentos.

Modernização do Aeroporto Santa Maria

O acidente ocorre em um período em que o Aeroporto Santa Maria se prepara para receber investimentos em sua modernização. Um processo licitatório foi homologado para a recuperação e ampliação da estrutura, com previsão de melhorias na pista, áreas de taxiamento, pátio de aeronaves e implantação de novas instalações de apoio aos passageiros.

Identificação das Vítimas

O piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff faleceram no local da queda. Henrique Martin era conhecido no meio da aviação local e atuava como piloto há cerca de um mês, tendo também experiência como instrutor de voo. Lydia Theresia Möcklinghoff, 45 anos, era uma zoóloga e ecóloga tropical, reconhecida internacionalmente por seus estudos e trabalhos voltados à conservação de mamíferos silvestres no Pantanal. Sua pesquisa era focada especialmente em tamanduás.

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