O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) está analisando um recurso apresentado pelo influenciador digital e pré-candidato a deputado estadual Bruno Ortiz Barbosa. O recurso contesta uma medida protetiva concedida à prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), que investiga o empresário por suposta prática de perseguição contra a chefe do Executivo municipal.
Medida Protetiva e Pedido de Revogação
A decisão de primeira instância, proferida em 12 de junho, concedeu a medida protetiva de urgência com base na Lei Maria da Penha. O juiz responsável entendeu que havia indícios suficientes da prática de violência doméstica e familiar. Entre as determinações, Bruno Ortiz foi proibido de frequentar a sede da Prefeitura de Campo Grande e de participar de eventos públicos nos quais Adriane Lopes estivesse presente no exercício de suas funções. O descumprimento das medidas poderia levar à decretação de prisão preventiva.
Em sede de recurso, a desembargadora Elizabete Anache apresentou voto favorável ao pedido da defesa do empresário, posicionando-se pela revogação da medida protetiva.
Contexto e Histórico
Bruno Ortiz é conhecido em redes sociais por publicar críticas à administração municipal. Seu perfil contém imagens aéreas da residência da prefeita e vídeos com comentários sobre a gestão da Capital. A medida protetiva de urgência foi concedida após pedido do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A determinação inicial exigia que Bruno Ortiz mantivesse uma distância mínima de 100 metros da prefeita, de seus familiares e de testemunhas. Além disso, o empresário foi proibido de manter qualquer forma de contato com Adriane Lopes.
Bruno Ortiz foi candidato a vereador em 2020 e atualmente se apresenta como pré-candidato a deputado estadual.
A assessoria de comunicação da prefeita Adriane Lopes foi procurada para comentar a decisão, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

