- A filha de Alexandre de Freitas, vítima do desabamento da ponte sobre o Rio Taquari na MS-168, exige justiça e explicações do Estado.
- A família planeja ingressar com uma ação judicial contra o Estado em decorrência do acidente.
- O Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, anunciou a possibilidade de implosão de pontes consideradas inseguras e a contratação de empresa para avaliação técnica de outras estruturas.
O desabamento de uma ponte sobre o Rio Taquari, na rodovia MS-168, resultou na morte do caminhoneiro Alexandre de Freitas, de 49 anos, na última quinta-feira (13). Após a queda da estrutura, o veículo ficou preso na cabine.
Bruna Lima, de 29 anos, filha de Alexandre, manifestou publicamente a busca por justiça e explicações por parte do Estado. O caminhoneiro possuía 30 anos de experiência na profissão e atuava há duas décadas na empresa em que estava a serviço no momento do acidente. A família, impactada pela perda, considera ingressar com uma ação judicial contra o Estado em resposta ao ocorrido.
Posicionamento Estadual e Ações Pós-Acidente
Na sexta-feira (14), o Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), abordou o tema das pontes estaduais em um evento público. Ele afirmou que o Estado poderá proceder à implosão de estruturas consideradas inseguras, caso avaliações técnicas concluam pela inviabilidade de recuperação.
O Governador informou que sete pontes foram construídas pela mesma empresa responsável pela estrutura que cedeu, e que três delas já apresentaram colapsos. A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) contratou uma empresa de engenharia especializada para realizar uma avaliação detalhada das demais estruturas.
O estudo técnico tem como objetivo determinar se as pontes existentes necessitam de reforço estrutural ou se a demolição é a medida mais adequada. A previsão é que esta análise seja concluída no prazo de um a dois meses.

