A Capital de Mato Grosso do Sul aplicou 123.712 doses do imunizante contra a gripe. O número representa uma cobertura vacinal de 41,75% na cidade, com um total de 194.478 doses administradas desde o início da campanha. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde para cada grupo prioritário é de 90% de cobertura.
Em 13 de maio, quando a vacinação foi ampliada para o público em geral, 70.766 doses haviam sido aplicadas entre os grupos prioritários. Naquele momento, a cobertura vacinal era de 31,11%, indicando uma distância considerável em relação ao objetivo nacional.
Apesar do aumento na procura pela vacina, os indicadores de doenças respiratórias na Capital permanecem elevados. Um levantamento recente aponta 1.081 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Campo Grande, das quais 599 foram confirmadas. Entre os vírus mais identificados nos casos confirmados estão rinovírus (203), vírus sincicial respiratório (156) e influenza (142). O registro total de óbitos relacionados a síndromes respiratórias na cidade soma 82, sendo 26 associados à influenza, com um óbito em investigação.
Campo Grande também está entre as capitais em nível de alerta para SRAG, conforme um boletim divulgado em 3 de junho. O estudo indica uma tendência de crescimento de longo prazo nos casos da síndrome respiratória na cidade. O relatório mais amplo revela que todas as unidades da federação apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Em 18 estados, incluindo Mato Grosso do Sul, observam-se sinais de crescimento na tendência de longo prazo, considerando o período de seis semanas.
A vacina contra a gripe faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e é destinada a grupos específicos, como idosos, gestantes e crianças, considerados mais vulneráveis às formas graves da doença. O imunizante deve permanecer disponível nas unidades de saúde durante todo o ano para garantir o acesso contínuo dessas populações à proteção.

