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Justiça Eleitoral Determina Devolução de R$ 22 Mil ao Erário por Irregularidades na Gestão de Fundos Partidários do PDT-MS

Decisão Judicial Aponta Irregularidades na Aplicação de Verba Pública

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) determinou a devolução de R$ 22.249,24 aos cofres públicos pelo Diretório Regional do Partido Democrático Trabalhista (PDT-MS). A decisão surge após a aprovação com ressalvas das contas anuais do partido referentes ao exercício de 2024. A principal razão para a determinação de devolução de parte dos recursos do Fundo Partidário reside em inconsistências na aplicação de verbas que, por determinação legal, devem ser destinadas à promoção da participação política feminina, com um percentual mínimo obrigatório de 5%.

A análise judicial, cujos detalhes constam no Diário da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul (DJEMS), incidiu sobre a comprovação das despesas relacionadas a serviços de gestão de redes sociais, assessoria de imprensa e cobertura de eventos promovidos pela Ação da Mulher Trabalhista de Mato Grosso do Sul. A unidade técnica do TRE-MS identificou falhas na comprovação material da aplicação regular dos recursos.

O PDT-MS tentou argumentar que a unidade técnica havia extrapolado suas competências ao emitir juízo subjetivo sobre a adequação político-partidária das atividades. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral refutou a alegação, considerando que a deficiência na comprovação das despesas não se tratava de uma simples falha formal, mas de uma irregularidade na aplicação de recursos públicos vinculados.

Controvérsias na Gestão de Fundos e a Posição do Partido

A discussão girou em torno da destinação de R$ 55.648,86 empregados na prestação de serviços de comunicação. A relatoria do caso, conduzida pelo juiz Carlos Alberto Garcete, destacou que a falta de comprovação adequada configura uma falha na fiscalização das contas, comprometendo a transparência e a boa governança dos fundos partidários.

Em resposta à solicitação de esclarecimentos, o PDT-MS emitiu uma nota oficial. O diretório ressaltou que as despesas foram devidamente comprovadas no processo e que a aprovação das contas com ressalvas indica que não houve rejeição total nem constatação de desvio de recursos. O partido afirmou respeitar as decisões da Justiça Eleitoral e que adotará as providências para cumprir a determinação. Atualmente, o foco do partido estaria voltado para o planejamento e a construção de seu projeto político para as eleições de 2026, visando o fortalecimento da legenda e a apresentação de propostas para a população sul-mato-grossense.

A decisão levanta questionamentos sobre a fiscalização e o uso transparente dos fundos partidários em Mato Grosso do Sul, especialmente no que tange à efetiva promoção da participação de mulheres na política, um pilar essencial para a diversidade e representatividade no cenário político.

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