Destaques:
- TJMS negou pedido de habeas corpus de Neno Razuk para anular ações judiciais.
- A defesa buscava reconhecimento de incompetência de juízo na operação Successione.
- Neno Razuk é apontado como chefe do jogo do bicho no Mato Grosso do Sul e segue foragido.
A Justiça de Mato Grosso do Sul, através da 1ª Câmara Criminal do TJMS, negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado estadual Neno Razuk. O objetivo era anular todas as decisões judiciais da última fase da operação Successione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
O pedido de Neno Razuk, julgado nesta quinta-feira (16), visava o reconhecimento da incompetência de juízo. Seu advogado informou que o habeas corpus foi protocolado antes da expedição de mandado de prisão contra o ex-deputado, que está foragido há seis dias, desde que equipes do Gaeco tentaram localizá-lo em sua residência, em Campo Grande.
A estratégia da defesa buscava, segundo relatos, “ganhar fôlego” e possibilitar a anulação de medidas anteriores, como prisões, um tipo de manobra comum em investigações complexas.
Em um caso similar dentro da mesma operação, os desembargadores já haviam julgado um habeas corpus impetrado por Jonathan Gimenez Grance, outro acusado na Successione. Na ocasião, a defesa alegou violação ao princípio do promotor natural, mas o TJMS considerou a atuação do Gaeco legítima.
Além de Neno Razuk, a Justiça já determinou a prisão de outros familiares. O pai dele, Roberto Razuk, e os irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk também foram denunciados pelo MPMS como parte de uma organização criminosa voltada para a exploração ilegal de jogos de azar.

