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Justiça em MS nega liminar e mantém prisão de Neno Razuk; foco volta para Operação Successione

Decisão Judicial Mantém Mandado de Prisão em Aberto

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio da 1ª Câmara Criminal, negou o pedido liminar de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado estadual Neno Razuk. A decisão, proferida pelo desembargador relator Jonas Hass Silva Júnior, significa que o mandado de prisão contra Razuk permanece válido e sua liberdade aguarda o julgamento do mérito pelo colegiado.

O relator considerou que a revogação da prisão preventiva exige uma análise mais aprofundada, que será conduzida pelos demais desembargadores da 1ª Câmara Criminal. A decisão judicial completa ainda será formalmente publicada no Diário Oficial antes de ser incluída na pauta de julgamentos. A defesa argumentou pela incompetência do juízo que decretou a prisão, a ausência de requisitos legais para a custódia, a inexistência de fatos novos que justificassem a manutenção da medida e a falta de elementos que autorizassem a prisão cautelar.

Operação Successione e os Desdobramentos Legais

A negativa da liminar ocorre em um momento crucial para a Operação Successione, que investiga uma suposta organização criminosa dedicada à exploração do jogo do bicho no estado. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou 20 pessoas, incluindo Neno Razuk, seu pai Roberto Razuk, e seus irmãos Jorge Razuk Neto e Rafael Godoy Razuk, por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. O MPMS busca a condenação dos acusados e uma reparação de danos estimada em R$ 36 milhões.

Paralelamente ao habeas corpus que manteve a prisão em aberto, a 1ª Câmara Criminal também analisa um pedido da defesa para declarar a incompetência do juízo responsável pela Operação Successione. Caso este segundo pedido seja acatado, as medidas cautelares e prisões realizadas no âmbito da investigação poderão ser anuladas, levantando questionamentos sobre a validade dos procedimentos adotados até o momento. A defesa manifestou confiança na revogação da prisão pelo órgão colegiado, argumentando que os requisitos legais para a manutenção da medida não estariam presentes.

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