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Rota Cine MS Povos Tradicionais Promove Integração Cultural e Reflexão na Comunidade Tia Eva

Estreia do Rota Cine MS Povos Tradicionais na Comunidade Tia Eva

A Comunidade Quilombola Tia Eva foi palco para a primeira edição do Rota Cine MS Povos Tradicionais, um evento que integrou memória, cultura e afeto entre os moradores. A iniciativa transformou o Centro Comunitário em um espaço de vivência inédita com a exibição de um curta-metragem sul-mato-grossense. A ação ocorreu após o tradicional terço em celebração a São Benedito, reunindo a comunidade para uma experiência cinematográfica em seu próprio território.

A exibição incluiu o curta “As Marias”, que aborda a vida e o processo de envelhecimento de três irmãs trigêmeas. O projeto é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Cidadania e a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, com o objetivo de levar produções audiovisuais a comunidades tradicionais do estado.

Democratização do Acesso à Cultura

A proposta de aproximar o cinema dos territórios surgiu da necessidade de democratizar o acesso à cultura. A concepção inicial de realizar exibições apenas em espaços centrais foi adaptada diante da dificuldade de locomoção para comunidades mais afastadas. A filosofia é que as políticas públicas culturais alcancem diretamente os cidadãos em suas localidades.

A iniciativa busca superar barreiras logísticas, reconhecendo que o deslocamento pode ser um impedimento significativo, especialmente para residentes de áreas remotas. A estratégia visa garantir que a oferta cultural vá ao encontro das pessoas, eliminando a necessidade de que a comunidade precise buscá-la.

Cinema como Espaço de Diálogo e Reflexão

A sessão cinematográfica provocou emoções entre os moradores, com destaque para os idosos, que compartilharam memórias e experiências ligadas ao cinema e à vida comunitária. A experiência resgatou a importância do cinema como ferramenta de conexão intergeracional e reflexão sobre temas sociais.

A exibição também serviu de gatilho para discussões sobre a ancestralidade e o processo de envelhecimento. Em formato de roda de conversa, os participantes puderam debater o documentário sob a ótica das transformações familiares, do respeito às tradições e da valorização das histórias e do legado deixado pelas gerações anteriores. O diálogo abordou a formação familiar, a importância da palavra dos mais velhos e a permanência de elementos culturais, como a música sertaneja, que remetem a memórias afetivas.

O Rota Cine MS Povos Tradicionais tem continuidade prevista em outras comunidades quilombolas e indígenas de Mato Grosso do Sul, com a agenda indicando novas sessões em comunidades como São João Batista e Chácara Buriti.

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