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Mato Grosso do Sul: Um Quadro de Oportunidades Desiguais no Mercado de Trabalho de Maio

Um Mosaico de Emprego em Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul encerrou o mês de maio com um saldo positivo de 1.779 empregos formais, reflexo de 34.795 novas contratações frente a 33.016 demissões. Este resultado eleva o estoque de empregos com carteira assinada no estado para 681.112 vínculos, representando uma variação mensal de 0,26%. A força motriz por trás deste crescimento foi, notavelmente, o setor de serviços, responsável pela criação de 851 postos. A indústria contribuiu com 605 vagas, seguida pela construção civil com 444, e pela agropecuária com 105. Contudo, o cenário não é uniformemente positivo: o setor de comércio apresentou um recuo, com a perda de 226 vagas.

Campo Grande: Espelho e Contraste Estadual

A capital, Campo Grande, acompanha a tendência estadual de criação de empregos, porém com uma performance mais modesta. Foram criadas 517 vagas formais em maio, resultado de 12.442 admissões e 11.925 desligamentos. O estoque de empregos na capital atingiu 236.323 vínculos, com uma variação mensal de 0,22%. Assim como no estado, o setor de serviços liderou a geração de empregos na capital, com 601 vagas abertas. A indústria gerou 129 postos, a agropecuária 56 e a construção civil 51. O comércio em Campo Grande também se mostrou um ponto de fragilidade, com o fechamento de 320 postos de trabalho.

Perfis e Desigualdades no Mercado de Trabalho

A análise dos dados por diferentes perfis revela nuances importantes. No estado, as mulheres apresentaram um desempenho superior, com a criação de 1.080 vagas, superando as 699 vagas masculinas. Em Campo Grande, essa disparidade é ainda mais acentuada, com 453 vagas para mulheres contra apenas 64 para homens.

Em termos etários, a juventude impulsiona os números em Mato Grosso do Sul. A faixa de 18 a 24 anos registrou o maior saldo, com 1.049 vagas, seguida pela faixa etária de até 17 anos, com 407 postos. Por outro lado, grupos mais experientes, como os de 30 a 39 anos e 50 a 64 anos, apresentaram resultados negativos, com perdas de 57 e 63 vagas, respectivamente. Na capital, a tendência de protagonismo jovem se mantém, com 303 vagas para a faixa de 18 a 24 anos e 75 para a de 25 a 29 anos.

Quanto à escolaridade, o ensino médio completo foi o que mais se beneficiou no estado, com a criação de 1.169 vagas, seguido pelo ensino superior completo, com 564. Em Campo Grande, o ensino superior completo se destacou, gerando 502 vagas, enquanto o ensino médio completo contribuiu com 86 postos.

Em um contexto nacional, o Brasil criou 72.960 empregos formais em maio, elevando o acumulado do ano para 767.326 novas vagas. A observação de que altas taxas de juros podem afetar o ritmo de geração de empregos, como apontado pelo ministro do Trabalho e Emprego, lança luz sobre os desafios que o mercado de trabalho em Mato Grosso do Sul e no país ainda precisa superar para garantir um crescimento mais equitativo e sustentável.

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