Apesar de apresentar sinais de desaceleração, Mato Grosso do Sul mantém o nível de alerta para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A análise é baseada em dados referentes à Semana Epidemiológica 25, compreendida entre 6 e 27 de junho.
Em Campo Grande, a incidência de SRAG permaneceu em patamares de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, porém sem indicativos de crescimento na tendência de longo prazo. O Estado, por sua vez, figura entre as unidades federativas com indícios de estabilização ou queda nos casos, ainda que os níveis gerais da síndrome permaneçam elevados.
O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul está entre os estados onde os casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) registraram crescimento recente, com sinais de interrupção. Este vírus é identificado como o principal responsável por hospitalizações, com particular impacto em crianças pequenas.
No cenário nacional, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR foi responsável por 55,2% dos casos positivos de SRAG. Em seguida, aparecem o rinovírus (23,1%), a influenza A (14,5%), a influenza B (8,1%) e a Covid-19 (2,1%). Entre os óbitos, a influenza A lidera, correspondendo a 36,7% das fatalidades.
O estudo ressalta que a incidência da síndrome é mais expressiva entre crianças, enquanto a mortalidade se concentra na população idosa. Diante deste panorama, especialistas reforçam a importância da manutenção das medidas preventivas.

