Destaques:
- Governador Eduardo Riedel (PP) se reuniu com produtores rurais em Maracaju.
- Evento marca articulação política visando as Eleições de 2026.
- Ex-governador Reinaldo Azambuja e pré-candidatos do PL ao Senado estiveram presentes.
Em meio à contagem regressiva para as Eleições de 2026, o governador Eduardo Riedel (PP) intensificou a articulação política com a base do agronegócio de Mato Grosso do Sul. Na manhã de sábado (11), ele participou de um tradicional encontro na Fazenda Santo André, em Maracaju. O evento reuniu produtores rurais, pecuaristas, comerciantes, empresários e lideranças políticas estaduais.
Organizado pelo produtor rural e ex-vereador Valdemir Portela Cardoso (PL), o encontro ocorre em anos eleitorais e se firmou como um ponto de contato entre o setor produtivo e representantes políticos.
Além de Riedel, o evento contou com a presença dos pré-candidatos do PL ao Senado: o ex-governador Reinaldo Azambuja e o deputado estadual Renan Contar (Capitão Contar). A participação de Capitão Contar foi confirmada como pré-candidato ao Senado, encerrando um período de indefinição sobre a segunda vaga da legenda.
O deputado estadual Paulo Corrêa (PL), buscando a reeleição, também compareceu. Estiveram presentes ainda os prefeitos Josmail Rodrigues (PL) de Bonito, Rodrigo Basso (PL) de Sidrolândia, Thiago Carbonaro (PP) de Itaporã, e o presidente da Câmara de Maracaju, Rener Barbosa (PSDB).
Valdemir Portela Cardoso abriu o encontro ressaltando o objetivo de aproximar quem produz da classe política em um momento crucial para o Estado. Ele destacou a importância de unir pessoas comprometidas com o futuro de Mato Grosso do Sul.
O anfitrião relembrou um encontro semelhante realizado há quatro anos na mesma fazenda, quando Riedel iniciava sua jornada rumo ao governo. Ele salientou que Maracaju volta a sediar um debate político em um momento estratégico da pré-campanha.
Portela também comentou sobre a presença de Capitão Contar, lembrando que foram adversários na disputa pelo Governo em 2022. Ele enfatizou a necessidade de união política, afirmando que o momento exige que pessoas comprometidas com Mato Grosso do Sul e o Brasil somem forças.
Reinaldo Azambuja, em seu discurso, abordou as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio e a situação econômica do país. Ele descreveu o cenário atual como uma das maiores crises recentes para o setor, comparando-o ao período do “tratoraço” entre 1997 e 2000.
Azambuja criticou a condução econômica federal, apontando o aumento dos gastos públicos como fator de dificuldades. Ele mencionou o histórico de 18 anos de administração federal pelo partido atual, classificando-o como “gastador”.
Apesar das críticas, Azambuja não se posicionou contra programas sociais e citou iniciativas de sua gestão, como o Mais Social e o Energia Social, implementados durante a pandemia.
Em comparação com investimentos estaduais e federais, Azambuja usou a Rota Bioceânica como exemplo. Ele apontou que a ponte pode ser concluída em breve, mas a obra de acesso levará mais tempo, criticando a alocação de recursos federais para obras estruturantes.
Ao final do encontro, Eduardo Riedel apresentou um balanço da administração estadual. Ele defendeu que Mato Grosso do Sul vive um “dos melhores momentos de sua história”, citando crescimento econômico, atração de investimentos privados, geração de empregos e melhoria em indicadores sociais. Riedel atribuiu esses resultados ao planejamento, segurança jurídica e parceria com a iniciativa privada.

