Avanço da Seca e Fumaça na Capital
A fumaça cobriu áreas próximas à BR-163, na região do Macroanel de Campo Grande, um claro prenúncio do período mais crítico do ano. A umidade despenca e a vegetação ressecada criam um cenário propício para o fogo, que volta a ser parte da paisagem e da rotina de quem vive ou trabalha perto de áreas com mato alto.
A causa exata do incêndio não está confirmada. A ocorrência é vista como recorrente no início da estação seca, com a diminuição da umidade do ar facilitando o início e a propagação das chamas. A suspeita é que fatores como bitucas de cigarro possam ter iniciado o fogo.
Alerta Climático para Mato Grosso do Sul
O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) projeta níveis de humidade relativa do ar alarmantes, entre 10% e 30% em todo o estado, especialmente nas tardes. As temperaturas máximas podem chegar a 35°C, com ventos de 30 a 50 km/h, favorecendo a disseminação das chamas.
Em Campo Grande, as máximas ficam entre 28°C e 31°C. O Cemtec reforça que a persistência do calor, do tempo seco e da baixa umidade eleva consideravelmente o risco de incêndios florestais, exigindo atenção máxima.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta uma massa de ar seco avançando pelo país, aumentando as áreas com baixa umidade. Entre sexta-feira (10) e domingo (12), a condição deve prevalecer em grande parte do MS, com índices de humidade entre 20% e 30% nas tardes.
Impactos e Previsão de Alívio Pontual
Para quem trabalha próximo às áreas em chamas, os efeitos são imediatos. A fumaça prejudica as atividades e há o risco iminente de o fogo atingir estruturas industriais próximas.
Um alívio pontual pode ocorrer no fim de semana. Em Campo Grande, há previsão de muitas nuvens e pancadas isoladas de chuva na noite de sábado (11) e no domingo (12), com trovoadas. Contudo, o calor persiste, com máxima de 31°C e humidade mínima que pode chegar a 20%.
Estado de Emergência Ambiental Decretado
Desde 2 de junho, Mato Grosso do Sul está em estado de emergência ambiental por 180 dias devido ao alto risco de incêndios florestais. A medida foi tomada preventivamente, antes do pico da temporada.
A situação é crítica, com a maior parte do território sul-mato-grossense apresentando níveis de “Atenção” e “Alerta” para focos de incêndio entre junho, julho e agosto. “Atenção” indica risco moderado e necessidade de preparação, enquanto “Alerta” sinaliza risco alto, exigindo prevenção coordenada e mobilização de equipes.
O cenário é agravado por temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares, que reduzem a umidade do solo e da vegetação, tornando-os mais suscetíveis à ignição e rápida propagação das chamas.
Problemas Adicionais: Mato e Lixo
Além da falta de chuva, a situação em trechos como o do Macroanel é agravada pela presença de mato e lixo acumulados em vias paralelas à BR. A falta de limpeza e fiscalização contribui para o cenário de risco.

