InícioCidadeEstudante cadeirante de Coxim enfrenta trajeto arriscado para cursar Psicologia na UEMS

Estudante cadeirante de Coxim enfrenta trajeto arriscado para cursar Psicologia na UEMS

Um estudante de 20 anos, cadeirante, tem enfrentado desafios significativos para frequentar as aulas de Psicologia na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em Coxim. Sem transporte acessível garantido no trajeto de retorno para casa, o jovem percorre cerca de 6 quilômetros pelas ruas da cidade no período noturno, expondo-se a riscos no trânsito e às condições climáticas, como a chuva.

A situação foi relatada pela mãe do estudante, que acompanha o filho em sua jornada acadêmica. Segundo ela, o transporte universitário oferecido para a ida à faculdade conta com ônibus equipados com rampa, facilitando o acesso com a cadeira elétrica, essencial para a locomoção do filho. No entanto, no percurso de volta, a alternativa apresentada é um ônibus que não possui o mesmo nível de acessibilidade, forçando o jovem a utilizar a própria cadeira elétrica nas ruas.

A mãe expressa preocupação com a segurança do filho, relatando que, frequentemente, precisa acompanhá-lo em motocicleta devido à falta de respeito de outros motoristas no trânsito. Em uma ocasião recente, um acidente foi quase evitado. A situação se agrava em dias chuvosos, como ocorreu quando o estudante se molhou completamente, mesmo estando gripado. Problemas técnicos, como a bateria da cadeira elétrica, também já o deixaram em dificuldades no caminho.

A mãe do estudante também levanta questionamentos sobre as condições do transporte público, mencionando que já presenciou ônibus circulando com passageiros em pé, acima da capacidade permitida. Além disso, ela relata que houve uma tentativa de convencê-lo a utilizar o ônibus sem acessibilidade, sob o argumento de pensar no “coletivo”, o que o deixou constrangido por sentir que um direito seu estava sendo questionado.

A preocupação com o bem-estar psicológico do estudante é manifesta, dado o histórico de ansiedade. A mãe teme que a pressão e o estresse da situação atual possam levar ao retorno da necessidade de medicação. Apesar dos obstáculos, o jovem mantém o compromisso com os estudos e demonstra determinação em não desistir do curso.

Em resposta aos questionamentos, a Prefeitura de Coxim, através da Secretaria Municipal de Educação, informou que o serviço de transporte universitário oferecido é uma cortesia municipal, uma vez que a obrigação do poder público se restringe à rede de ensino municipal. A prefeitura alega que a informação sobre a falta de acessibilidade no retorno não procede, pois o estudante teria à disposição dois veículos adaptados: um com rampa para a ida e outro com elevador lateral para o retorno, com o objetivo de deixá-lo em casa.

O impasse, de acordo com o executivo municipal, estaria relacionado às dimensões e ao peso da cadeira elétrica do estudante, que dificultariam a operação segura do equipamento noturno, embora o veículo em questão atenda a todas as normas de acessibilidade. A prefeitura assegurou que organizou horários para minimizar atrasos e se colocou à disposição da família para orientar sobre o uso do sistema de transporte.

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