O banco estadual de perfis genéticos de Mato Grosso do Sul foi ampliado com a inclusão de 486 novos registros, provenientes de detentos do Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. As coletas foram realizadas em duas etapas, visando aprimorar a identificação de suspeitos por meio de material genético em investigações criminais.
A segunda etapa da ação ocorreu na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, onde foram coletadas 186 amostras. Anteriormente, em abril, outras 300 amostras foram recolhidas na unidade Gameleira II.
Após o processo laboratorial, o material genético que atende aos critérios técnicos e legais é inserido nos bancos de perfis genéticos, tanto estadual quanto nacional. Estes dados servem como ferramenta comparativa para vestígios biológicos encontrados em locais de crime, auxiliando na identificação de autores, no estabelecimento de conexões entre diferentes delitos e na produção de provas.
Até maio deste ano, Mato Grosso do Sul registrava 5.471 perfis cadastrados, sendo 4.081 de pessoas condenadas e 918 de vestígios biológicos coletados em investigações. O Estado já conta com 88 investigações auxiliadas pela ferramenta e 59 coincidências genéticas confirmadas, permitindo relacionar evidências de diferentes locais ou identificar criminosos.
A expansão do banco de dados está alinhada à Lei nº 15.295/2025, que ampliou a obrigatoriedade da coleta de perfil genético para condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente da natureza do crime. Anteriormente, a coleta era restrita a modalidades criminais específicas.
Novas etapas de coleta de material genético estão previstas para serem realizadas em outras unidades prisionais do interior do estado, com o objetivo de fortalecer ainda mais a capacidade investigativa.


