O cenário das arboviroses em Mato Grosso do Sul acende um sinal de alerta em 2026. Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, com dados da 15ª semana do ano, aponta crescimento expressivo dos casos de chikungunya, enquanto a dengue segue sob monitoramento, com números mais controlados até o momento.
Conforme o levantamento, já são 7.599 registros prováveis de chikungunya no Estado, dos quais 3.490 foram confirmados oficialmente pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A doença também está associada a 13 mortes confirmadas, ocorridas em cidades como Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. A maioria das vítimas possuía doenças pré-existentes. Outros dois óbitos ainda passam por investigação.
Outro ponto de atenção destacado no relatório é a confirmação de 52 casos da doença em gestantes, o que exige acompanhamento especializado e reforço nas medidas de prevenção.
Já em relação à dengue, o panorama apresenta menor gravidade até agora. São 4.187 casos prováveis e 597 confirmações, sem registro de mortes. Em municípios como Corumbá, Aquidauana, Três Lagoas e Camapuã, a incidência recente tem sido considerada baixa, indicando certa estabilidade no controle da doença.
A vacinação segue como ferramenta importante no combate à dengue. Mais de 223 mil doses já foram aplicadas no público-alvo, de um total superior a 241 mil enviadas pelo Ministério da Saúde. O esquema é destinado a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, grupo com maior risco de complicações.
As autoridades de saúde reforçam que a população deve evitar a automedicação e buscar atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores intensas no corpo e mal-estar. Além disso, ações simples, como eliminar recipientes com água parada, continuam sendo fundamentais para conter a proliferação do mosquito transmissor.
Diante do cenário, o Estado mantém o alerta e reforça a importância da participação da população no enfrentamento às arboviroses, com foco na prevenção e no cuidado com a saúde coletiva.

