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Campo Grande à Beira do Caos: TCE-MS Cobra Ações Urgentes para Evitar Paralisação do Tapa-Buraco

Ação do TCE-MS e Prazo para Prefeitura

O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) emitiu uma notificação à prefeita de Campo Grande, determinando que sejam apresentadas providências concretas para evitar a interrupção dos serviços de tapa-buraco na Capital. A solicitação surge após a identificação de contratos com empresas responsáveis pela pavimentação asfáltica que têm previsão de encerramento nas próximas semanas, especificamente nos dias 24 e 31 de julho. O conselheiro relator concedeu um prazo de dois dias úteis para que a prefeitura apresente suas justificativas e um plano de ação.

A prefeitura tem até o dia 3 de julho para encaminhar formalmente ao TCE-MS as medidas que serão adotadas para assegurar a continuidade da operação tapa-buraco no município. A falta de resposta ou de ações efetivas pode levar à paralisação completa do serviço em todas as regiões da cidade.

O Cenário Atual e as Consequências para a População

Reportagens recentes já indicavam um cenário preocupante, com a possibilidade de as sete regiões urbanas de Campo Grande ficarem sem o serviço essencial de recuperação asfáltica a partir de julho. Atualmente, quatro regiões já enfrentam a paralisação dos trabalhos, uma vez que o saldo contratual disponível se esgotou e não houve previsão de aditivos.

Na prática, o sistema de manutenção viária encontra-se em um estado crítico, comparável a um veículo sem combustível. Sem a renovação ou a celebração de novos contratos em tempo hábil, as equipes de trabalho deixam de atuar, enquanto o problema dos buracos se intensifica, agravado pelo desgaste natural do tráfego e pelas adversidades climáticas, especialmente as chuvas.

Para os condutores de Campo Grande, os buracos deixaram de ser um inconveniente isolado e tornaram-se uma constante na rotina diária. Em períodos chuvosos, a situação se agrava consideravelmente, com a água encobrindo as crateras, reduzindo a visibilidade e elevando os riscos para motociclistas, ciclistas e motoristas de todos os tipos de veículos. Há relatos de motoristas de ônibus que já precisaram ajustar suas rotas para desviar de vias em estado de conservação precário.

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