Iniciativas de oficinas de pintura em tecido e cerâmica, realizadas em junho no Território Indígena Kadiwéu, em Mato Grosso do Sul, têm como objetivo o fortalecimento do artesanato local. As atividades buscam valorizar os saberes tradicionais, ampliar a geração de renda e promover a autonomia das comunidades indígenas da região.
Na Aldeia Campina, foram promovidas atividades focadas no aprimoramento das técnicas de pintura em tecido e na produção artesanal. Paralelamente, na Aldeia Alves de Barros, as ações deram continuidade a uma oficina iniciada anteriormente, focada no aprimoramento da cerâmica e no processo de pintura e acabamento das peças.
O projeto, desenvolvido pela Wetlands International Brasil e pela Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal, integra o Programa Corredor Azul. As ações fazem parte de um plano mais amplo para qualificação produtiva, design estratégico e acesso a mercado para o artesanato Kadiwéu, com formações planejadas para os próximos meses. A iniciativa visa capacitação técnica, valorização cultural e estratégias de comercialização, fortalecendo a cadeia produtiva local.
Além do impacto econômico, as oficinas contribuem para a preservação da cultura Kadiwéu, promovendo a troca de conhecimentos entre gerações e a manutenção de práticas tradicionais que compõem a identidade do povo. A proposta busca conectar a tradição com novas oportunidades, agregando valor aos produtos e respeitando os conhecimentos ancestrais.
O Território Indígena Kadiwéu abriga aproximadamente 1.400 pessoas em seis aldeias. O artesanato é uma das principais fontes de renda e uma significativa expressão cultural da comunidade. Artesãos participantes destacam a importância da capacitação para aprimoramento técnico, abertura de novos mercados e valorização da cultura Kadiwéu.
As oficinas representam a continuidade de uma série de ações voltadas à qualificação da produção artesanal, com o intuito de fortalecer o artesanato Kadiwéu como atividade cultural, social e econômica no Pantanal.

