InícioEconomiaComércio MS: Vendas caem 1,5% em abril com impacto direto dos combustíveis

Comércio MS: Vendas caem 1,5% em abril com impacto direto dos combustíveis

Destaques:

  • Vendas do comércio recuaram 1,5% em abril, encerrando sequência de altas.
  • Queda é a maior desde junho de 2022, impulsionada principalmente por combustíveis.
  • Setor registra variação nula na média móvel trimestral, mas acumula alta de 1,5% em 12 meses.

O setor de comércio no Brasil registrou uma queda de 1,5% entre março e abril. Esse resultado interrompe uma sequência de três meses de alta e configura o pior desempenho desde junho de 2022, quando a retração foi de 2,8%.

A principal causa para essa diminuição foi o recuo nas vendas de combustíveis. No comparativo com abril do ano anterior, o comércio apresentou um crescimento de 1%. A média móvel trimestral, que reflete a tendência do comportamento do setor, ficou estável com variação nula. No acumulado dos últimos 12 meses, o setor de comércio mantém uma expansão de 1,5%.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor agora se encontra 1,5% abaixo do pico histórico alcançado em março de 2026.

O conflito no Oriente Médio, que elevou o preço dos combustíveis globalmente, exerceu influência significativa nas vendas de abril. Dos oito grupos de atividades pesquisados, seis apresentaram recuo. O comércio de lubrificantes foi um dos mais afetados.

Confira o desempenho por atividade:

  • Combustíveis e lubrificantes: -6,2%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -4,6%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -4,5%
  • Móveis e eletrodomésticos: -0,8%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -0,1%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,1%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,3%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,1%

Os hiper e supermercados possuem o maior peso na pesquisa, representando 56,6% do comércio nacional.

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado de veículos, motos, partes e peças, material de construção, e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador caiu 0,7% de março para abril. No acumulado de 12 meses, a alta é de 1,8%.

Em relação à economia geral, a indústria cresceu 0,7% e o setor de serviços avançou 1,2% de março para abril, segundo outros levantamentos do IBGE.

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