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Milho em MS: Colheita avança, mas safra segue atrás do ano passado

Destaques:

  • Produtores de MS colheram 823 mil hectares de milho da segunda safra até o momento.
  • O avanço na colheita é de 37,3% da área total, mas o ritmo está 5,4% abaixo do ano passado.
  • Chuvas irregulares e umidade no solo atrasam o trabalho das máquinas em algumas regiões.

A colheita de milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul atingiu aproximadamente 823 mil hectares. O percentual representa 37,3% da área total cultivada e avançou cerca de 293 mil hectares em uma semana. Apesar do progresso, o ritmo atual da colheita está 5,4 pontos percentuais abaixo do registrado na safra passada. A aceleração ocorreu, mas chuvas irregulares e excesso de umidade no solo dificultaram o trabalho das máquinas em algumas localidades.

A região sul do estado lidera os trabalhos de colheita, com 38,6% da área já colhida. A região norte saltou de 4,2% para 37,5% em uma semana e assumiu a segunda posição. Já a região centro avançou de 28% para 33,1%, apresentando a menor média entre as três regiões acompanhadas.

O volume de chuva registrado na semana variou entre 5 e 100 milímetros, com ocorrências de granizo em algumas cidades da região sul, sem causar danos significativos às lavouras. A instabilidade climática impediu a entrada de colheitadeiras em áreas com excesso de umidade.

A estimativa para a área cultivada nesta segunda safra permanece em 2,206 milhões de hectares. A produtividade média esperada continua em 84,2 sacas por hectare, mantendo a previsão de produção em 11,139 milhões de toneladas. As áreas já colhidas apresentaram rendimentos entre 65,1 e 192,2 sacas por hectare, com um aumento notável no limite superior em comparação com a semana anterior.

O quadro geral das plantações de milho continua estável. Cerca de 71% das áreas estão em boas condições, 17,9% em situação regular e 11,1% em condição ruim. A região nordeste se destaca com 96,7% das lavouras em bom estado. A região centro concentra o maior percentual de áreas ruins (23,8%), seguida pela sul-fronteira (17,7%).

O milho ocupa atualmente cerca de 46% da área destinada à soja no estado, um percentual menor comparado a anos anteriores, quando chegou a 75%. A redução se deve à diminuição da janela adequada para o plantio, levando produtores a direcionar áreas de maior risco climático para outras culturas como sorgo e milheto.

A previsão climática aponta para uma probabilidade próxima de 90% de um El Niño forte ou muito forte entre agosto e outubro. A recomendação é que produtores realizem a colheita assim que as plantas atingirem o ponto ideal de maturação para reduzir a exposição a chuvas irregulares, ventos fortes e granizo.

As projeções indicam acumulados de chuva entre 10 e 80 milímetros entre os dias 3 e 18 de agosto, especialmente nas regiões oeste, sudoeste e sudeste. Há risco pontual de tempestades e granizo, com volumes que podem superar 30 milímetros em 24 horas em alguns dias. Uma frente fria pode trazer temperaturas mais baixas, entre 9°C e 12°C, na região sul entre os dias 10 e 13 de agosto.

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