A segunda edição do Big Day das Araras Azuis, realizada no último fim de semana, expandiu significativamente o registro da presença da arara-azul-grande em diversas regiões do Brasil, Bolívia e Paraguai. A iniciativa, que mobilizou moradores, pesquisadores, observadores de aves e instituições, teve como objetivo coletar dados sobre a distribuição da espécie na natureza.
Os resultados preliminares indicam a ocorrência da arara-azul em locais inéditos, como no Tocantins, e um aumento nas observações em Goiás. O Pará também se destacou novamente, apresentando um número expressivo de registros. Os dados completos e o balanço oficial da contagem serão divulgados até o final de agosto.
Em Mato Grosso do Sul, a mobilização reuniu equipes em municípios como Bonito, Dourados, Terenos, Rochedo, Corguinho, Aquidauana e na região de Campo Grande. Cerca de 15 equipes atuaram em diferentes estados brasileiros, com algumas percorrendo centenas de quilômetros em busca das aves. A diversidade de participantes, que incluíam biólogos, estudantes, empresários, escritores e turismólogos, é um dos pilares do evento, reforçando o conceito de ciência cidadã.
O modelo de ciência cidadã, que envolve voluntários na coleta de informações, permite que os registros da população integrem um levantamento científico. A iniciativa é considerada fundamental para auxiliar na tomada de decisões e na atualização do número de indivíduos da espécie, contribuindo diretamente para a conservação da biodiversidade.
Na primeira edição, em 2025, Mato Grosso do Sul liderou a contagem nacional, com 409 araras-azuis registradas. Ainda não há previsão para a consolidação dos números atuais.
Uma das novidades desta edição foi a confirmação da presença da espécie no Tocantins, onde não houve registros no evento anterior. Expedições realizadas na região do Jalapão confirmaram a ocorrência, embora em menor número de indivíduos comparado a levantamentos anteriores. A constatação reforça a necessidade de novas pesquisas e monitoramento no estado.
A arara-azul-grande retornou este ano à lista oficial brasileira de espécies ameaçadas de extinção. A crescente necessidade de informações atualizadas sobre a espécie é crucial para fortalecer o conhecimento sobre seu estado de conservação e o desenvolvimento de estratégias eficazes de proteção.
No Pará, o projeto do Instituto Arara Azul no sul do estado também participou ativamente da contagem. A iniciativa contou com a colaboração de influenciadores digitais, que documentaram as atividades de campo e divulgaram a importância da conservação da espécie para um público mais amplo.
Mesmo em locais como o Ceará, onde a arara-azul-grande não ocorre naturalmente, foram promovidas atividades de educação ambiental em parques e zoológicos. A proposta visava engajar o público na compreensão da espécie e incentivar a participação de contatos em estados com áreas de ocorrência, transformando visitantes em protagonistas da conservação e da ciência cidadã.

