A capital sul-mato-grossense, Campo Grande, registrou na manhã deste sábado (13) o alagamento de diversas vias públicas devido a chuvas intensas, resultando em transtornos e isolamento de moradores em bairros como Jardim Centro-Oeste, Jardim Los Angeles e Bairro Vespasiano Martins. A situação reacendeu antigas reivindicações da população por medidas de infraestrutura, como a limpeza de bocas de lobo, remoção de entulhos e a execução de obras de drenagem.
Destaques:
- Chuvas fortes na manhã de sábado alagaram ruas em bairros de Campo Grande.
- Moradores cobram há anos a realização de obras de drenagem e manutenção de bocas de lobo.
- A falta de limpeza e a presença de entulho agravam os alagamentos e abrem crateras nas vias.
O cenário de enxurradas tomou conta de ruas e calçadas, com relatos de formação de crateras em alguns pontos. Vídeos divulgados por moradores ilustram a gravidade dos alagamentos em pelo menos três áreas da cidade.
No Jardim Centro-Oeste, na Rua Patrocínio, próximo à Avenida dos Cafezais, a água avançou sobre a via, cobrindo inclusive um quebra-molas e chegando às calçadas. Registros visuais indicam que a água chegou a invadir residências, causando apreensão entre os habitantes locais.
No Jardim Los Angeles, a situação se repete. Moradores relatam que chuvas de curta duração são suficientes para transformar ruas em verdadeiros rios. A autônoma Luciana Pereira Machado, residente na Rua José Peixoto há 30 anos, aponta que a falta de desobstrução das bocas de lobo há mais de dois anos contribui para o acúmulo de materiais como entulho, cascalho, mato e lixo nas vias, agravando o escoamento da água. Ela menciona que, após uma forte chuva em fevereiro de 2025, a prefeitura teria prometido intervenções para rebaixamento da rua e melhoria do fluxo hídrico, mas as ações não foram concretizadas. A situação levou à queda de um muro na residência de Luciana e causou rachaduras em sua casa devido à infiltração da água. Moradores mencionam que houve anúncios sobre a obtenção de verbas federais para a construção de galerias pluviais, com a promessa de solução para os alagamentos, informação divulgada em novembro de 2025, porém, sem sinais visíveis de execução até o momento.
No Bairro Vespasiano Martins, a atendente Marinette Chimendes dos Santos, moradora da região há 24 anos, descreve a situação crítica das ruas a cada evento chuvoso. A Rua Flória Britez de Eugênio, em particular, apresenta crateras que aumentam com a intensidade das precipitações, dificultando a circulação de veículos. As vias Oswaldo Figueiredo e Jandi também são mencionadas como áreas de alagamento. A água pluvial, que começa em áreas não asfaltadas, escorre para as ruas pavimentadas, abrindo sulcos e tornando o tráfego intransitável.
A comunidade local clama por ações urgentes, incluindo a limpeza de bocas de lobo, a retirada de entulhos acumulados e a efetivação das obras de drenagem prometidas, visando a prevenção de futuros alagamentos em Campo Grande.
A reportagem buscou contato com a prefeitura de Campo Grande para obter um posicionamento a respeito dos alagamentos, da falta de manutenção e da previsão de obras nos locais afetados, e aguarda retorno.

