InícioGeralCaminhoneiros Denunciam: Mato e Escuridão Marcam Pontos de Espera em Campo Grande

Caminhoneiros Denunciam: Mato e Escuridão Marcam Pontos de Espera em Campo Grande

A Lei dos Caminhoneiros, em vigor há 11 anos, prevê a criação de Pontos de Parada e Descanso (PPDs) com condições mínimas de segurança, higiene e conforto. No entanto, em Campo Grande, especialmente na região do Polo Industrial Oeste, os motoristas enfrentam um cenário de descaso.

Profissionais relatam que a falta de locais adequados para aguardar carregamento ou descarregamento de cargas torna a espera precária e insegura. A legislação não definiu claramente a responsabilidade pela implantação e manutenção desses espaços, gerando uma lacuna que impacta diretamente a categoria.

  • Caminhoneiros denunciam mato alto, poeira e falta de iluminação em áreas de espera em Campo Grande.
  • A situação ocorre principalmente na região do Polo Industrial Oeste, próximo a grandes empresas.
  • Lei dos Caminhoneiros prevê Pontos de Parada e Descanso (PPDs), mas a infraestrutura na capital é criticada.

Celso, caminhoneiro de Rondônia, descreve a situação em frente a empresas como Seara e Aurora. “Não tem nem condições de nós abrirmos a caixa de comida pra fazer um almoço”, lamenta, citando ainda a iluminação precária à noite que gera insegurança.

A reportagem constatou a presença de extensa vegetação onde deveriam existir locais adequados. Um caminhoneiro precisou estacionar na contramão devido ao mato tomar o lado oposto da via.

José Cláudio, com 27 anos de profissão, afirma que a falta de estrutura é recorrente e que os motoristas acabam dormindo na rua, sujeitos a serem incomodados por usuários de drogas e a situações de insegurança.

Cícero, de Bataguassu, aponta que o problema é nacional. “Em canto nenhum você consegue encontrar ponto de apoio. Ninguém se preocupam em cuidar do transporte”, declara, criticando a falta de locais seguros para pernoitar e fazer refeições.

Por outro lado, Vladimir Gonçalves e Joel Muzi reconhecem que, em Mato Grosso do Sul, a situação pode ser menos crítica que em outras regiões, mas ainda apontam a falta de espaço físico e a superlotação em alguns postos como desafios.

A prefeitura de Campo Grande foi questionada sobre a situação, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação do município.

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