Mato Grosso do Sul fechou junho com 135.731 empresas inadimplentes. O total de dívidas negativadas atingiu a marca de R$ 3,97 bilhões. Esse cenário de pressão sobre o caixa das empresas ocorre em um período de crédito ainda restritivo.
Destaques:
- 135.731 empresas em Mato Grosso do Sul estão com dívidas em aberto.
- O valor total das dívidas negativadas soma quase R$ 4 bilhões.
- O estado ocupa a quarta posição no Centro-Oeste em número de empresas inadimplentes.
No Centro-Oeste, o estado ocupa a quarta posição em número de empresas inadimplentes, totalizando 796.042 CNPJs com débitos na região. Apesar de ter o menor número de empresas em situação irregular entre os quatro estados, Mato Grosso do Sul apresenta médias elevadas. Cada empresa inadimplente no estado tem, em média, 8,2 dívidas negativadas, com uma dívida média de R$ 29.305,52. O valor médio de cada dívida, conhecido como ticket médio, ficou em R$ 3.582,22.
Mato Grosso do Sul representa cerca de 17% dos CNPJs inadimplentes do Centro-Oeste e quase 19% do volume financeiro da região, que totalizou aproximadamente R$ 20,5 bilhões em débitos.
Comparativo Regional:
Goiás lidera o Centro-Oeste com 250.101 empresas inadimplentes e R$ 4,39 bilhões em dívidas.
O Distrito Federal aparece com 225.060 empresas e R$ 6,67 bilhões em débitos.
Mato Grosso registra 185.150 empresas com dívidas, somando R$ 5,54 bilhões.
Mato Grosso possui a maior dívida média por empresa na região (R$ 29.930,62) e o maior ticket médio (R$ 3.585,46).
Recorde Nacional:
A situação em Mato Grosso do Sul acompanha um cenário nacional de recorde na inadimplência empresarial. Em junho, mais de 9,1 milhões de CNPJs estavam inadimplentes em todo o Brasil.
O total de dívidas negativadas no país chegou a R$ 232,9 bilhões. A média nacional aponta 7,3 contas em atraso por CNPJ, com uma dívida média de R$ 25.508,96.
Mato Grosso do Sul figura próximo ao final do ranking nacional em quantidade absoluta de empresas inadimplentes.
Setores Mais Afetados:
O setor de Serviços concentra a maior parte dos CNPJs inadimplentes no país, com 55,7%. O Comércio segue com 32,2%, Indústria com 8% e Primário com 0,9%.
As dívidas mais comuns estão ligadas à manutenção das operações e capital de giro, sendo as origens mais frequentes: Serviços (31,6%), Bancos/Cartões (19,5%), Cooperativas (8,4%), Utilities (6,9%) e Telefonia (6%).
Perspectiva Econômica:
O cenário econômico indica dificuldade para as empresas, mesmo com o início do corte da taxa Selic. Condições financeiras restritivas e juros historicamente elevados limitam a melhora do crédito. A desaceleração da atividade econômica também reduz a geração de receita, dificultando a reorganização de passivos e a recomposição de caixa.
Micro e Pequenas Empresas:
As micro e pequenas empresas são as mais afetadas. No Brasil, 8,6 milhões de CNPJs desse porte estavam negativados, com 59,7 milhões de dívidas totalizando R$ 201,4 bilhões.
Em média, cada micro ou pequena empresa possui 6,9 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 23.181,56. A gestão financeira é crucial para a sustentabilidade desses negócios em um cenário de juros altos e desaceleração econômica.
Fonte: Campograndenews

