Cenário Eleitoral em MS: Um Panorama Geral
Mato Grosso do Sul apresenta um total de 419 registros de candidaturas para as eleições de 2026, conforme dados consolidados. Este número engloba as disputas por cargos de governador, vice-governador, senador, suplentes de senador, deputado federal e deputado estadual. O fechamento do prazo para a formalização dos pedidos pelas legendas, federações e coligações delineou o quadro de competidores que buscarão representação política no estado.
As candidaturas para as vagas no Legislativo, conhecidas como disputas proporcionais, concentram a maior parte dos registros, totalizando 373 nomes. Deste montante, 122 candidatos pleiteiam uma cadeira na Câmara dos Deputados, enquanto 251 buscam a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems). Os 46 registros restantes distribuem-se entre as chapas para o Governo do estado e as vagas no Senado.
Disputa pelo Executivo e Alianças Partidárias
Na corrida pelo Governo estadual, oito candidatos foram registrados. Entre eles, Eduardo Riedel emerge com uma significativa estrutura de apoio partidário, reunindo um bloco considerável de legendas com candidaturas proporcionais. Sua chapa conta com Barbosinha como vice-governador.
Os partidos que compõem a base de Riedel incluem a Federação União Progressista, PL, PSDB Cidadania, MDB, Republicanos e Avante. Somados, esses grupos apresentam 53 candidatos à Câmara dos Deputados e 140 à Alems, totalizando 193 candidaturas proporcionais. Capitão Contar e Reinaldo Azambuja integram a mesma composição na disputa pelo Senado.
Detalhamentos específicos das federações e partidos indicam a força proporcional desta aliança: a Federação União Progressista lança nove candidatos a federal e 23 a estadual; o PL, nove a federal e 25 a estadual; a Federação PSDB Cidadania, nove a federal e 24 a estadual; o MDB, nove a federal e 19 a estadual; o Republicanos, nove a federal e 24 a estadual; e o Avante, oito a federal e 25 a estadual. Essa concentração de nomes evidencia que mais da metade dos registros proporcionais no estado está alinhada a esta base de apoio.
Fábio Trad concorre ao Governo com Dona Gilda como vice, representando a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV. Este grupo registrou nove candidatos a deputado federal e 24 a estadual, somando 33 nomes nas disputas proporcionais. Soraya e Vander Loubet são os candidatos ao Senado vinculados a esta candidatura.
A estrutura proporcional da Federação Brasil da Esperança, com 33 nomes, é significativamente menor em comparação aos 193 registros da base de Riedel, evidenciando uma diferença de 160 candidaturas.
Delcídio Amaral disputa o Governo pela Federação Renovação Solidária (PRD e Solidariedade), tendo Mariliana Santos como vice. A federação apresenta nove candidatos a deputado federal e 17 a estadual, totalizando 26 registros proporcionais. Valter da Comagran concorre ao Senado, com Perroni e Eng. Adamario de Lana como suplentes. Mariliana Santos assumiu a vaga de vice que antes seria de Francisca Ajala, conforme registro no sistema eleitoral.
João Henrique Catan, representando o Novo, tem Antônio João Jacinto como vice. O partido registra nove candidatos a deputado federal e 22 a estadual, totalizando 31 nomes. Roberto Oshiro disputa o Senado, com Augusto Aléssio e Italivio Neto como suplentes. O Novo destaca-se por possuir a maior estrutura proporcional entre as candidaturas ao Governo que não integram alianças partidárias mais amplas, com 31 registros.
Renato Gomes, economista, concorre pelo DC com Thiago Martins como vice. O partido lançou nove candidatos a deputado federal e 18 a estadual, somando 27 nomes. Luiz Lemes disputa o Senado, com Roberto Patzlaff e Aldeci Teixeira como suplentes. Houve uma alteração na chapa de vice, com Patzlaff inicialmente cotado para a posição, mas o registro final no sistema eleitoral aponta Thiago Martins como vice e Patzlaff como suplente de senador.
Lucien Rezende disputa o Governo pela Federação PSOL Rede, com Enfermeira Kaelly como vice. A federação apresenta nove candidatos a deputado federal e dez a estadual, totalizando 19 registros proporcionais. Beto do Movimento concorre ao Senado, com Elizangela Tiago e Kátia Bastos nas suplências.
Daniel Lemes concorre pelo PCO com Silvia Benites como vice. O partido registrou três candidatos a deputado federal e quatro a estadual, somando sete nomes nas proporcionais. Valderi Garcia disputa o Senado, com Luciano Lemes e Thiago Assad como suplentes. O PCO apresenta a menor estrutura proporcional entre os partidos com candidaturas ao Governo, com sete registros combinados para Câmara e Assembleia.
Jeferson Bezerra disputa o Governo pelo Agir, com Valdenir Duarte como vice. A legenda lançou seis candidatos a deputado federal e nenhum para deputado estadual. Daniel Junior concorre ao Senado, com Alessandro Garcia e Luciene Ramos da Silva como suplentes. O Agir totaliza seis registros proporcionais, todos para a Câmara dos Deputados, sendo a única legenda com candidato ao Governo sem lista para a Assembleia Legislativa.
Outras Candidaturas Proporcionais e Estruturas Partidárias
Além dos grupos vinculados aos candidatos ao Governo, PDT e Missão também apresentaram candidaturas proporcionais. O PDT tem nove candidatos a deputado federal e 16 a estadual, totalizando 25. O Missão registrou seis nomes para a Câmara e nenhum para a Assembleia Legislativa. Estes 31 registros complementam o quadro de candidaturas proporcionais independentes.
Analisando a distribuição de nomes para a Assembleia Legislativa, PL e Avante lideram com 25 nomes cada. A Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB Cidadania e Republicanos apresentam 24 candidaturas. A Federação União Progressista registra 23 nomes, seguida pelo Novo com 22. O MDB aparece com 19, o DC com 18, a Federação Renovação Solidária com 17, o PDT com 16, a Federação PSOL Rede com dez e o PCO com quatro.

