Luto Oficial e Homenagem Póstuma
O governo de Mato Grosso do Sul decretou luto oficial de três dias em memória de Marcelo Miranda Soares, ex-governador do Estado e ex-prefeito de Campo Grande, cujo falecimento foi confirmado. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, reflete o reconhecimento pela trajetória política e contribuições do ex-líder para a consolidação da infraestrutura e da administração pública regional.
As homenagens iniciaram com o velório aberto ao público na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), marcado para a manhã desta quarta-feira. Em virtude da cerimônia, a sessão ordinária prevista para o dia foi suspensa. O sepultamento ocorrerá no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande, em horário a ser definido pela família. A Assembleia Legislativa também implementou luto oficial de três dias, com bandeiras hasteadas a meio-mastro, mantendo as atividades administrativas.
Trajetória Política e Projetos Estratégicos
Formado em Engenharia, Marcelo Miranda iniciou sua carreira pública em Campo Grande, ocupando a prefeitura entre 1977 e 1978. Durante sua gestão municipal, idealizou e implementou o Projeto Cura, um programa abrangente de investimentos em infraestrutura urbana que contemplou melhorias em abastecimento de água, pavimentação e edificação de escolas. A iniciativa representou um marco no desenvolvimento da capital sul-mato-grossense em sua fase inicial de urbanização.
Construção do Estado e Desenvolvimento Regional
Com a criação de Mato Grosso do Sul, Marcelo Miranda assumiu o comando do Estado entre 1979 e 1980, período crucial para a estruturação administrativa da nova unidade federativa. Sua gestão foi marcada pela implantação de uma linha de transmissão de energia elétrica de cerca de 400 quilômetros, conectando Campo Grande a Corumbá, um avanço significativo para a segurança energética e o desenvolvimento econômico das regiões oeste do estado. Além disso, incentivou a criação de 15 novos municípios, promovendo a descentralização administrativa e o desenvolvimento local, e investiu na pavimentação de rodovias estratégicas, essenciais para a integração e o escoamento da produção. Sua participação em obras de grande porte, como a construção da Usina Hidrelétrica de Jupiá, demonstra o alcance de sua visão para o progurião regional. Posteriormente, sua atuação no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) culminou em um amplo programa de abertura de aproximadamente 4.500 quilômetros de estradas vicinais, fortalecendo a integração territorial e o desenvolvimento socioeconômico em diversas áreas do estado.

