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ALEMS debate combate à fome e anuncia redução de 198 mil pessoas em insegurança alimentar em Mato Grosso do Sul

Representantes do poder público, universidades, conselhos, entidades da sociedade civil e movimentos sociais reuniram-se em audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) para debater estratégias de combate à fome e de ampliação do acesso à alimentação adequada. A discussão, promovida pela Frente Parlamentar de Segurança Alimentar, teve como foco especial as populações mais vulneráveis, incluindo indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais e moradores de periferias urbanas.

Destaques:

  • A audiência pública abordou estratégias para combater a fome e garantir o acesso à alimentação em Mato Grosso do Sul.
  • Dados indicam que 198 mil pessoas deixaram a situação de insegurança alimentar grave entre 2022 e 2024 no estado.
  • Apesar da redução, cerca de 64 mil pessoas ainda enfrentam fome em Mato Grosso do Sul.

Durante o encontro, foram apresentados dados que apontam uma redução de aproximadamente 198 mil pessoas em situação de insegurança alimentar grave em Mato Grosso do Sul entre 2022 e 2024. Apesar dessa diminuição, estimada em cerca de 75% no período, o estado ainda registra aproximadamente 64 mil pessoas em condição de fome.

A audiência marcou a retomada das atividades da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar, coordenada pelo deputado estadual Pedro Kemp. O objetivo central é fortalecer a articulação entre órgãos públicos, universidades, conselhos e organizações da sociedade civil para combater a insegurança alimentar e garantir o acesso a uma alimentação de qualidade, especialmente para os grupos em maior vulnerabilidade social.

A Frente Parlamentar prevê um trabalho permanente de vigilância e articulação institucional para identificar comunidades com insegurança alimentar e acionar os órgãos competentes e entidades da sociedade civil. Parcerias com universidades, organizações sociais e instituições ligadas à agricultura familiar também figuram entre as prioridades, visando a segurança alimentar de toda a população, com atenção especial aos que mais necessitam.

A professora doutora Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva, presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsan) de Campo Grande, apresentou um panorama sobre os indicadores de segurança alimentar. No Brasil, a proporção de domicílios em segurança alimentar passou de 44,8% em 2022 para 74,2% em 2024, com a insegurança alimentar total caindo de 55,2% para 25,8% no mesmo período. Em Mato Grosso do Sul, os indicadores são ligeiramente superiores, com 80,1% da população em segurança alimentar em 2024.

A insegurança alimentar grave, caracterizada pela fome, atingia 2,2% da população sul-mato-grossense em 2024, um índice inferior à média nacional de 3,1%. Este percentual representa cerca de 64 mil pessoas em situação de fome, uma redução significativa em relação aos 116 mil indivíduos em 2018 e aos 262 mil em 2022, quando o índice chegou a 9%. A melhora dos indicadores está associada a avanços na renda, redução da pobreza e evolução do desenvolvimento humano no estado.

Apesar dos progressos, persistem desigualdades, com comunidades indígenas figurando entre os grupos mais vulneráveis. A ampliação do acesso a alimentos saudáveis, o fortalecimento da agricultura familiar, a expansão de feiras livres e hortas comunitárias, e a criação de equipamentos públicos como bancos de alimentos, cozinhas comunitárias e restaurantes populares são apontados como desafios para os próximos anos.

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