Um policial penal de 42 anos foi preso preventivamente em Campo Grande, suspeito de envolvimento com tráfico de drogas dentro de um presídio. A detenção ocorreu na quinta-feira (16) após uma investigação detalhada. O servidor, que tem salário de R$ 9.906, será submetido a audiência de custódia nesta sexta-feira (17).
Destaques:
- Policial penal é preso em Campo Grande após investigação sobre tráfico de drogas em presídio.
- Investigações iniciaram após forte odor de entorpecente em alojamento masculino no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira.
- Apreensão de 4,4 kg de maconha, 1 kg de cocaína e carregadores de celular dentro de um armário no presídio.
A investigação teve início em agosto do ano passado, no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira de Regime Semiaberto. A suspeita surgiu quando policiais penais notaram um forte odor de entorpecente vindo do alojamento masculino. A análise de imagens de câmeras de segurança e outras apurações levaram à identificação do policial em questão. Ele foi visto entrando no local com uma mochila cheia de objetos e saindo com a mesma mochila vazia.
Posteriormente, dentro de um armário, foram encontrados 24 carregadores de celular, uma balança de precisão com resquícios de droga, 4,4 quilos de maconha e 1 quilo de cocaína. Um caderno com anotações suspeitas também foi apreendido. Imagens de segurança confirmaram o policial portando mochilas com capacidade para transportar os itens apreendidos.
Durante o processo investigativo, o policial negou as acusações de tráfico de drogas, apresentando uma versão diferente dos relatos de testemunhas e se recusando a fornecer acesso aos dados de seu celular. Com o avanço das apurações, a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) solicitou a prisão preventiva do servidor. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) concordou com os pedidos, e a Justiça decretou a prisão preventiva, além de busca e apreensão domiciliar e a quebra do sigilo telefônico e telemático.
Indícios apontam que o policial já era investigado quando atuava em Ponta Porã, mas o mandado de prisão preventiva atual refere-se ao flagrante de drogas na Capital. Após ser transferido para Campo Grande, ele teria continuado com as atividades criminosas, sendo alocado em outro setor da unidade prisional.
A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que a prisão ocorreu após a conclusão de procedimentos investigativos rigorosos, confirmando a ligação do servidor com a substância apreendida. A agência ressaltou a atuação da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e reiterou que não compactua com condutas ilícitas, aplicando tolerância zero a desvios de conduta e garantindo a responsabilização nas esferas administrativa e criminal.

