A delegada titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), Fernanda Piovano, participou de um evento acadêmico promovido pela Liga Acadêmica de Ciências Criminais (Laccrim) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. O encontro, realizado na segunda-feira (13), reuniu especialistas para debater o enfrentamento à violência contra a mulher no Estado.
Destaques:
- Delegada da Polícia Civil de MS palestrou na UFMS sobre o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher.
- O evento acadêmico reuniu especialistas para discutir mecanismos legais e a atuação policial no enfrentamento desses crimes.
- Foram abordados dados estatísticos, a Lei Maria da Penha, a Casa da Mulher Brasileira e a importância da denúncia.
Debate Abrangente sobre a Violência de Gênero
Com o tema central voltado ao combate à violência contra a mulher e ao feminicídio em Mato Grosso do Sul, a delegada Fernanda Piovano apresentou dados estatísticos relevantes, detalhou os mecanismos legais de proteção às vítimas e salientou a atuação integrada das forças de segurança e da rede de apoio no combate a esse tipo de crime. Durante a palestra, a delegada ressaltou a gravidade do cenário enfrentado no Estado e a necessidade de conscientização coletiva sobre o tema, afirmando que ‘o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos’.
O encontro também contou com a participação da defensora pública Thaís Dominato e da psicóloga Nathalia Teixeira, reunindo a expertise de diferentes áreas para uma análise multifacetada do problema. O evento atraiu acadêmicos do curso de Direito e demais estudantes interessados nas temáticas criminais e de direitos humanos, promovendo um debate qualificado entre a universidade e as instituições públicas.
Ações da Polícia Civil e Mecanismos de Proteção às Vítimas
Ao longo de sua exposição, a delegada Piovano explicou o papel da Polícia Civil no acolhimento de vítimas, na investigação dos crimes e na adoção de medidas urgentes para a preservação da vida e da integridade das mulheres em situação de risco. Detalhou, ainda, o funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e das ações rápidas adotadas pelas equipes policiais em casos de flagrante.
O aumento dos registros de ocorrências demonstra um maior encorajamento das vítimas em procurar ajuda, contudo, os índices de feminicídio ainda são motivo de preocupação e exigem atuação constante do poder público e da sociedade. A delegada chamou a atenção para sinais de relacionamentos abusivos, como controle excessivo, isolamento social, ameaças e dependência emocional, reforçando a importância de familiares, amigos e colegas estarem atentos e incentivarem denúncias.
A participação da Polícia Civil em ações acadêmicas integra a política institucional de prevenção, orientação social e aproximação com a comunidade, fortalecendo a rede de proteção às mulheres e disseminando informações sobre canais de denúncia e mecanismos legais disponíveis.

