Mato Grosso do Sul registrou a 22ª morte por chikungunya em 2026. A vítima é um idoso de 78 anos, residente em Dourados, cidade a 251 km de Campo Grande. A confirmação foi divulgada nesta sexta-feira (5).
O paciente apresentou os primeiros sintomas em 14 de maio, sendo internado no Hospital Universitário no dia seguinte. Ele faleceu na última quarta-feira (3).
O idoso, morador da área urbana, possuía doença respiratória crônica e diabetes, fatores que agravam o quadro de chikungunya.
Com este novo óbito, Dourados totaliza 14 das 22 mortes pela doença no estado neste ano. O caso ainda não constava no boletim estadual mais recente, que informava 21 mortes.
Em Dourados, as 14 mortes por chikungunya registraram 10 vítimas indígenas e 4 da área urbana. As idades variam de bebês de 1 e 3 meses a idosos de 82 anos.
A secretaria municipal de saúde de Dourados investiga outras quatro mortes suspeitas de chikungunya. Três delas são de moradores da área urbana e um caso é de um indígena de 19 anos que morreu em 29 de maio.
O município de Itaporã confirmou recentemente a primeira morte pela doença em sua localidade, de um homem de 50 anos com histórico de coinfecção por influenza e chikungunya, além de comorbidades.
No total, Mato Grosso do Sul acumula 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026, com 6.360 confirmações. Dourados lidera os casos confirmados, com 3.112. Fátima do Sul (588), Jardim (345), Sete Quedas (278) e Corumbá (222) aparecem em seguida.
A maior incidência proporcional da doença no estado é em Douradina, com 4.464 casos prováveis a cada 100 mil habitantes.

